Diretora da WTorre diz que vai reivindicar patrocinadores do Allianz Parque na Libertadores

Divulgação/Allianz Parque

Após publicar uma nota oficial na ultima sexta feira, Eliane Sobral, Diretora de Comunicação e Relações Institucionais da WTorre, concedeu uma entrevista exclusiva para a rádio 105 Fm.

Na entrevista realizada pelo repórter Luís Marcelo Bigatto , Eliane revelou que está montando uma documentação para enviar a CONMEBOL reivindicando que os patrocinadores do estádio continuem expostos em jogos da Taça Copa Libertadores da América.

Segundo a diretora de Comunicação, a WTorre espera posicionamento firme do Palmeiras na defesa dos seus patrocinadores. “Fizemos um investimento e não uma doação, não tivemos nenhum beneficio fiscal como os estádios de copa do mundo tiveram.Toda empresa que investe no futebol busca retorno” ,

Após o veto da Comenbol á marca da Allianz , Wtorre publicou uma nota oficial nesta ultima sexta-feira 12/02/2016 manfestando contra o ato da Confederação Sul Americana de Futebol

Leia abaixo a nota na integra:

É muito oportuno o interesse gerado pela notícia de que o Palmeiras pode não jogar a Libertadores no Allianz Parque. Já é passada a hora de iniciarmos o debate de um tema de fundamental importância aos amantes do maior espetáculo da terra, o futebol: a sustentabilidade dos clubes e, por consequência do próprio esporte. Em mercados maduros como Estados Unidos, Inglaterra, Espanha entre outros, a independência dos times de futebol está diretamente ligada à capacidade dos clubes de gerarem receita e se auto sustentarem. Este modelo, absolutamente vencedor por seus resultados, não apenas não é questionado pelos atores envolvidos, como é incentivado pelas organizações e entidades que orbitam em torno do esporte – emissoras de televisão, patrocinadores de camisa, fornecedores de uniformes oficiais, detentores dos naming rights, licenciadores e outros tantos. A lista de empresas que participaram de alguma forma do futebol brasileiro é imensa. Assim como também o é a de histórias de frustração e desistência. E aqui cabe a pergunta: por que, no país do futebol, na oitava maior economia do mundo, a sustentabilidade dos clubes é relegada a segundo plano ou, melhor dizendo, é suplantada em nome de organizações e entidades que pouco produzem para o aperfeiçoamento das práticas esportivas, para gerar maior competitividade, para oferecer um produto de alto nível ao consumidor/torcedor? E nem se discute, neste momento, a probidade e lisura com que tratam o esporte. Ao recomendar que a Sociedade Esportiva Palmeiras retire de seu estádio, o Allianz Parque, toda e qualquer forma de exposição de marcas que firam os direitos de seus patrocinadores, a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) coloca seus próprios interesses acima dos interesses do protagonista do espetáculo. Os interesses comerciais e financeiros da Sociedade Esportiva Palmeiras e de todos os outros clubes têm de estar acima de quaisquer outros. Um time se faz grande por sua história, por suas conquistas e por sua torcida. Por trás desse tripé estão empresas que entendem o poder desta combinação e desta marca. Entendem e acreditam a ponto de desembolsar altas quantias para fomentar a sustentabilidade do esporte. Sem ingerências e sem interferências. O patrocínio esportivo ainda dá seus primeiros passos no Brasil e nos sentimos orgulhosos de protagonizar esta história recente. O maior e mais longo contrato de naiming right deste país foi assinado por nós e uma das maiores seguradoras do mundo. Que aliás, investe em nada menos que cinco arenas ao redor do mundo. Levamos para dentro de campo a expertise que rege o mundo dos negócios e hoje, não há neste país quem não saiba o que significa o nome Allianz Parque ou desconheça seu endereço. O Allianz Parque não é apenas o novo ícone de uma das maiores megalópoles do mundo. Ele é sinônimo de conforto e modernidade – diferentemente dos equipamentos oferecidos nos países onde se desenvolve a Libertadores. Somos referência. E temos que ser tratados como tal dentro e fora do país. Estamos apenas começando um caminho – sem volta – no sentido de que a sustentabilidade do futebol dependa única e exclusivamente da capacidade administrativa dos clubes e da consequente competência de atrair parceiros para as cores de sua camisa”. Eliane Sobral Diretoria de Comunicação e Relações Institucionais WTorre

Os jogos do Palmeiras como mandante na primeira fase serão no dia 2 de março contra o Rosário Central ás 21:25, no dia 9 de março contra o Nacional do Uruguai ás 21:45, e no dia 17 de abril contra o River Plate do Uruguai ás 21:45.

 

 



Rafael Jacobucci - O Faro da Bola. - Repórter - Comentarista - Apresentador