COB quer Brasil entre os melhores na Rio 2016: veja desempenho dos últimos países-sede

Rio 2016
Crédito da foto: reprodução/Facebook oficial Rio 2016

Logo após o fim das Olimpíadas de Londres, em 2012, a presidente Dilma Rousseff e o então ministro do Esporte, Aldo Rebelo, revelaram o Plano Brasil Medalha. A ideia do projeto era direcionar investimentos de até 1 bilhão de reais (além do orçamento do Ministério do Esporte e das empresas estatais) para programas de apoio aos atletas, construção, equipagem e reforma dos centros de treinamento.

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O objetivo? Fazer a delegação brasileira chegar, pela primeira vez, entre os dez melhores países das Olimpíadas na Rio 2016 e entre os cinco melhores nas Paralimpíadas.

Para isso, o COB mapeou os esportes com maior chance de medalhas nos eventos. Receberam esta verba extra, entre os esportes olímpicos: atletismo, basquete, boxe, canoagem, ciclismo BMX, futebol feminino, ginástica artística, handebol, hipismo, judô, lutas, maratonas aquáticas, natação, pentatlo moderno, taekwondo, tênis, tiro esportivo, triatlo, vela, vôlei e vôlei de praia.

A meta é que os mais de 400 atletas da delegação brasileira conquistem, no mínimo, 28 medalhas para que o Brasil figure no top 10 da Rio 2016.

O Torcedores.com analisou o desempenho dos últimos cinco países-sede das Olimpíadas: EUA, Austrália, Grécia, China e Inglaterra para entender o tamanho do desafio brasileiro nos Jogos. Confira!

Atlanta – 1996

Não é difícil de imaginar, os EUA ficaram em primeiro lugar no quadro de medalhas na Olimpíada que marcou os 100 anos dos Jogos da Era Moderna. Com 44 de ouro, 32 de prata e 25 de bronze, os americanos ficaram à frente dos russos e dos alemães.

Sidney – 2000

Depois de ficar em sétimo lugar nas Olimpíadas de Atlanta, a Austrália se destacou com a quarta posição competindo em seu território. Dezesseis medalhas de ouro, 25 de prata e 17 de bronze puseram o país-sede dos Jogos de 2000 à frente de tradicionais forças olímpicas, como a Alemanha, a França, Cuba e Grã-Bretanha. O legado ficou e o resultado foi repetido em 2004.

Atenas – 2004

A Grécia não teve um dos melhores desempenhos entre os países-sede. Organizando as Olimpíadas da Era Moderna pela primeira vez desde 1896, os gregos ficaram apenas no 15º lugar, com seis medalhas de ouro, seis de prata e quatro de bronze.

Pequim – 2008

A China brilhou nas Olimpíadas de 2008. Foram Jogos Olímpicos raros, nos quais os EUA não figuraram no primeiro lugar incontestável. Apesar de conquistar menos medalhas que os americanos (100 contra 110), os chineses levaram mais medalhas de ouro – foram 51 contra 36 do EUA, e por isso ficaram na primeira colocação (apesar dos americanos “mudarem” a contagem para se considerarem os primeiros). Além disso, o país conquistou 21 medalhas de prata e 18 de bronze.

Londres – 2012

A Grã-Bretanha foi outro exemplo de país-sede que se destacou. Tendo iniciado uma reforma na estrutura de esportes no ciclo olímpico que culminou com os Jogos em Londres, o Reino Unido terminou atrás apenas de EUA e China, as duas grandes potências esportivas da atualidade. Os atletas britânicos levaram 29 de ouro, 17 de prata e 19 de bronze.

Rio 2016

Apesar do plano do Comitê Olímpico Brasileiro, a meta do país é ousada. Isso porque a melhor colocação brasileira nas Olimpíadas foi a 16ª, em Atenas, 2004. Na ocasião, a delegação brasileira conquistou cinco medalhas de ouro, duas de prata e três de bronze. Em Londres, 2012, os atletas brasileiros conquistaram menos ouros, mas foram os Jogos com mais subidas ao pódio: três de ouro, cinco de prata e nove de bronze, 17 medalhas no total.



Mineiro. Nasci vendo futebol, cresci jogando basquete no videogame, handebol na quadra e nadando. Cultivei a barba acompanhando a NFL e a NBA. Quando possível, ia a Belo Horizonte ver de perto o Galo. Um sonho: Olimpíadas. Aos 46 do segundo tempo da Faculdade e querendo ralar que nem um cão nesse nosso Jornalismo de cada dia.