Para consultor, nem em 100 anos clubes brasileiros chegarão ao nível dos grandes europeus

Divulgação/UEFA

Nesta terça-feira, depois de um grande hiato, está de volta a Liga dos Campeões. Com grandes confrontos em sua fase oitavas de final, o torneio é o maior interclubes do planeta. Na América do Sul, também nesta terça, será dada a largada para a fase de grupos da Taça Libertadores. Inevitável fazer uma comparação entre as competições e, principalmente, entre os clubes brasileiros e europeus. Mas para o consultor esportivo Amir Somoggi, nem em 100 os clubes nacionais conseguirão se equiparar com os gigantes do Velho Continente.

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“Para mudar este fato, é preciso zerar e começar de novo. Se os clubes continuarem elegendo os presidentes que estão elegendo, não vai mudar. Eles são incapacitados. O Roberto de Andrade tem condições técnicas para gerir o Corinthians? Tecnicamente, ele nunca se preparou, não é executivo, e tem 350 milhões de orçamento. Você acha que o Leco (Carlos Augusto de Barros e Silva), tem condições para administrar o São Paulo? Por isso, nem as três próximas gerações os clubes brasileiros vão se igualar aos gigantes europeus, em 100 anos a gente não vê bater de frente com Real Madrid ou Barcelona. O que pode acontecer, se os clubes trabalharem bem, é daqui a cinco anos se equipararem a um Atlético de Madrid-ESP, Borussia Dortmund-ALE, Schalke 04-ALE”, falou Amir, em entrevista ao Torcedores.

De acordo com Amir, a saída é parar de tratar o futebol somete como paixão, dando uma gestão mais profissional para os clubes brasileiros. Só assim, o futebol nacional vai conseguir furar a eterna bolha vivida pelos clubes tupiniquins.

“(A última janela de transferências) Só mostrou a nossa debilidade. Qualquer mercado leva os nossos jogadores. Eles não têm nenhum interesse em ficar no Brasil. Não pensam na estrutura, nada segura, eles vão para o exterior por qualquer bom salário. Vender jogadores é uma ferramenta de gestão. Se os clubes não vendessem, fechariam as contas com um rombo maior. Os clubes já colocam no orçamento que têm de vender jogadores”, continuou.

No último mês de janeiro, os clubes brasileiros viveram uma verdadeira debandada. Poucos passaram ilesos. A China foi a grande ameaça. Só no Corinthians, Jadson, Gil, Renato Augusto e Ralf rumaram para o gigante asiático. Questionado sobre como os dirigentes alvinegros se defenderam das perdas de jogadores importantes, falando que os atletas não são corintianos e, por isso, não teriam o mesmo amor que torcedores e dirigentes têm pelo Timão, Amir não poupou críticas aos diretores alvinegros.

“Penso que a única responsabilidade é dele, Roberto de Andrade, e do seu mentor, Andrés Sanchez. A culpa não é da China. A culpa é deles, que colocaram multas baixas, seja porque tiveram que pegar empréstimos, ou que tiveram que fazer acordos para ter os jogadores. Para esse modelo, a profissionalização passa por alguém determinando as decisões. Uma mudança tão simples. É preciso ter um conselho minimamente responsável, colocar pessoas com currículo, serviços prestados à sociedade. Os clubes recebem milhões em patrocínio para serem tratados como uma empresa de quinta categoria”, disparou o consultor.



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