Ciclismo: Doping motorizado é a nova sombra do esporte

O ciclismo enfrenta uma nova sombra em suas competições, que poderá trazer ainda mais preocupações para o seu 2016. A modalidade que já vinha com traumas por conta dos sucessivos casos de doping de Lance Armstrong (EUA) encara agora uma nova descoberta, o doping mecânico descoberto com a belga Femke Van Den Driessche.

De acordo com o presidente da União Ciclistica Internacional, Brian Cookson, um motor foi descoberto na bicicleta da competidora que atuou numa prova do Mundial de Ciclocross.

“Havia um motor escondido, foi claramente uma fraude tecnológica. Muitas vezes, as pessoas brincavam sobre essa história de doping mecânico, como se não existisse, mas agora sabemos que competidores já usaram ou usam até agora esses recursos. Será que podemos concluir que é um algo muito difundido? Não faço ideia”, declarou

Esse propulsor é montado na tubulação da bicicleta e ela teria como missão dar mais potencia ao veículo. Contudo, Femke garante que essa bicicleta não era a sua, segundo entrevista concedida ao canal Sporza.

“Esta não era minha bicicleta. Pertencia a um amigo, e era idêntica à minha. Este amigo foi reconhecer o percurso no sábado, e colocou sua bicicleta de volta no caminhão. Um mecânico, que pensava que fosse a minha, a preparou para a corrida”, falou.

O “doping mecânico” começou a ser comentado no meio do ciclismo em 2010, quando as vitórias de Fabian Cancellara no Tour des Flandres e no Paris-Roubaix foram contestadas. Em ambas ocasiões, o francês trocou de bicicleta em meio a realização do evento, o que despertou comentários a este respeito. A tese do novo tipo de doping foi confirmada semanas depois destas provas, quando o ex-ciclista e atual comentarista Davide Cassani apresentou na TV italiana um protótipo com um mecanismo que geraria maior potência ao condutor.

Segundo o regulamento da UCI, quem for flagrado usando uma bicicleta motorizada será desclassificado do evento, recebe uma suspensão de seis meses e ainda pode receber uma multa de 200 mil francos suíços.

Foto: Conta pessoal do Facebook de Femke Van den Driessche