Atacante ex-Palmeiras e Fluminense busca recomeço no futebol após dois anos parado

Lenny
Lenny. Crédito da foto: Divulgação/Boavista

Considerado uma das grandes promessas do futebol brasileiro na década passada, o atacante Lenny era esperança de gols quando surgiu no Fluminense, em 2005. Porém, não rendeu todo o esperado, foi emprestado ao Braga (POR), e depois, mesmo assim, o técnico Vanderlei Luxemburgo deu uma oportunidade no Palmeiras em 2008. Também não emplacou, e após o término de contrato, em 2010, andou por vários clubes menores. Agora, há dois anos parado, espera nova chance na carreira.

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Passou por Figueirense, Desportivo Brasil-SP, Boavista-RJ, Kofu (JAP), Madureira e, por último, Atlético Sorocaba-SP, em 2014. Agora, treina por conta própria e quer voltar aos gramados, segundo garantiu em entrevista para o UOL Esporte. “Hoje eu estou pronto para jogar. Só é recuperar ritmo de jogo”, contou o jogador, hoje com “apenas” 27 anos.

Na verdade, Lenny poderia ter retornado antes. Não faltaram propostas para ele, mas preferiu recusar todas por conta do baixo salário oferecido. Uma delas foi da Portuguesa, por produtividade. “Felizmente, não preciso sair de casa para ganhar qualquer coisa. A Portuguesa me fez uma proposta, e eu fiz uma contraproposta que não foi aceita. Acontece. Mas eu também tenho o direito de pedir o que eu acho que eu devo receber”, lamentou.

O plano do atleta é jogar fora do país, já que no Brasil ele se considera “queimado”. “Hoje eu estou cuidando da minha carreira sozinho. Não tenho empresário. Hoje, eu adoraria  jogar fora do país, um lugar onde ninguém me conhece. Porque você fica marcado aqui, é ruim”, revelou.

“Recebi uma proposta recentemente, estava tudo mais ou menos encaminhado. Aí um cara do clube disse que tinha trabalhado num outro lugar comigo, que eu não era confiável. Eu nem sabia de quem se tratava, nunca tinha nem ouvido falar. A minha vontade era pegar o telefone e mandar o cara se f… Mas não estou a fim de arrumar problema com isso”, complementa.

Lenny credita parte da dificuldade de arranjar uma equipe ao seu temperamento um pouco explosivo. “Acho que meu temperamento me f…  Mas é aquela coisa, eu me responsabilizo pelo que sou. Sou tido como polêmico, porque nunca deixei de me posicionar. Se alguém diz que a parede é branca e eu estou vendo que é azul, eu vou discordar. Talvez eu só tenha mudado o jeito de fazer isso. Acho que é o lado bom de envelhecer”, disse.



Jornalista desde 2012, com passagens pelos jornais ABCD Maior e Diário do Grande ABC, além do canal NET Cidade. Atualmente como repórter colaborador no site Torcedores.com.