Opinião: O que fazer com Michel Bastos?

Crédito da foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net

Que Michel Bastos e São Paulo vivem uma relação conturbada, é claro e evidente. Discussões dentro dos vestiários, declarações à imprensa sobre problemas internos, pressão da própria torcida.  Definitivamente, a situação de Michel Bastos não está fácil no São Paulo. Mas o que fazer com Michel Bastos no São Paulo?

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É verdade que não estamos falando de um jogador qualquer, em início de carreira. Quando falamos de Michel Bastos, falamos de um jogador que fez sucesso na Europa, e disputou uma Copa do Mundo pela nossa Seleção. Mas, apesar de tudo isso, Michel Bastos ainda está devendo em sua volta ao Futebol Brasileiro.

Em seu retorno para o Brasil em 2014, Michel Bastos teve um bom início, se destacando pelo futebol apresentado nos primeiros meses de São Paulo. Após a saída de Kaká do time, no final de 2014, Michel Bastos era visto como o cara que seria a referência no lugar de Kaká. Coisa que na verdade não aconteceu. O futebol de Michel Bastos caiu vertiginosamente. Coincidentemente, essa queda aconteceu após Michel contrair uma dengue, em maio do ano passado.

Mesmo após se curar da dengue, Michel nunca mais teve um bom desempenho pelo São Paulo. Claro, vale lembrar que toda a equipe sofreu uma queda de rendimento, mas Michel Bastos foi o que teve a pior queda no elenco. E o que agrava a situação, é exatamente o currículo vitorioso e experiente do polivalente jogador. Por ter toda uma história no futebol, Michel sempre será um dos mais cobrados.

A verdade é que essa semana, a relação chegou a uma situação insustentável. E é preciso ter um certo cuidado ao tomar qualquer decisão. O elenco do São Paulo não pode abrir mão de um jogador completo e vitorioso como ele. Mas também precisa de paz, para retomar ao rumo das vitorias.

O ideal nesse caso, é colocar panos quentes na situação, mais uma vez. É inviável abrir mão de Michel Bastos, e mais, ainda reforçar um rival. O São Paulo tem histórico de se desfazer de jogadores e ele arrebentar em outro clube, como Arouca e Jadson, exemplos recentes de jogadores dispensados pelo clube, que tiveram sucesso em clubes rivais. Colocando panos quentes, talvez o clube e o próprio Michel tenham um pouco mais de paz, para enfim mostrarem o futebol que estão acostumados e que a torcida espera.



Estudante de jornalismo, apaixonado por esportes, principalmente automobilismo, tênis e NBA. E o futebol? Bem, o futebol ultrapassa a barreira da paixão. É uma verdadeira obsessão. Nas horas livres, além de salvar o mundo (mentira), estou sempre escrevendo. Escrever é uma arte, e eu sou um artista.