Santos de Pelé ou Corinthians? Ademir da Guia revela quem foi seu maior rival

Ademir da Guia
Reprodução/Facebook

Foram 16 anos defendendo a camisa do Palmeiras e, nesse período, Ademir da Guia conquistou 11 títulos em um total de 901 jogos. Até hoje o “Divino” é o jogador que mais entrou em campo pelo Verdão e, por tantas vezes, o meia enfrentou grandes times do futebol brasileiro, como Internacional, Cruzeiro, mas dois clubes merecem o prêmio máximo: o Santos de Pelé e o rival Corinthians.

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Em participação no programa “Bola da Vez”, da ESPN Brasil, Ademir revelou quem era o grande rival do Palmeiras nos anos 1960 e 1970.

“Houve épocas. Teve uma época que foi o Santos. Bater o Santos com Coutinho, Pelé e Pepe era complicado. Teve uma época que foi o Cruzeiro, com Dirceu, Tostão… teve uma época que foi o Internacional, em outra época foi o São Paulo. E o Corinthians foi um time que estava numa época que era difícil montarem uma grande equipe, mas mesmo assim eles eram a equipe que o torcedor falava: ‘olha, não precisa ser campeão, mas ganha do Corinthians.’ Então o grande rival sempre foi o Corinthians”.

Na entrevista, o comandante da Academia de 60 e 70 também falou sobre seleção brasileira. Considerado injustiçado (principalmente pelos palmeirenses) por não ter sido chamado para as Copas do Mundo de 1966 e 1970, Ademir enfatizou que sempre foi uma meta pessoal chegar à seleção.

Ficou agradecido por ter disputado um Mundial, o de 1974 na Alemanha, mesmo tendo ficado no banco do técnico Zagallo, esse que preferia Rivellino na posição. Olhando para trás, o próprio Divino procurou não lamentar a falta de mais oportunidades no time canarinho, porém confessa que faltou algo a mais para mostrar na seleção o futebol vistoso do Palmeiras.

“Acho que, talvez, tenha faltado alguma coisa para poder chegar à seleção como titular. Sempre você pode estar melhorando, mas seleção é um problema muito sério. Quando fui convocado (para a Copa de 1974), eu estava três meses sem jogar. Daí você fica três meses parado, vai jogar com pessoas que você nunca jogou junto e não pode jogar mal. Esse é um problema. Eu entrei contra a Polônia (na semifinal do Mundial) sabendo que não tinha condições ideais e eu tinha que jogar bem. Isso é ruim para o jogador. Mas, graças a Deus, eu fui bem, mas faltou alguma coisa. Sem a condição normal, que você se acostuma a jogar quarta e domingo, quarta e domingo, é complicado. A seleção não ajuda nesse sentido. Quando você está no seu clube, você joga com seus colegas, é uma coisa normal. Conheço o Dudu, conheço o Leivinha, conheço o Nei… mas a seleção, não. Você não conhece ninguém e não pode jogar mal.”

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Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.