Ídolo no Corinthians e no Fluminense, Rivellino afirma: “Eu era palmeirense”

Daniel Augusto Jr / Ag. Corinthians

Rivellino é um dos grandes nomes da história do Corinthians e do Fluminense, que completa 70 anos de idade nesta sexta-feira (1º de janeiro). Camisa 10 de grande talento com a perna esquerda, inventor do elástico e apelidado de ‘Patada Atômica”, ele também é um dos maiores jogadores do futebol brasileiro e mundial, mas na infância seu coração era do Palmeiras.

LEIA MAIS:
Vascaínos zoam pintura do Fluminense no Maracanã: “Freguês”
Opinião: 2015, o ano em que o conservadorismo voltou ao futebol
Torcedor invade campo, mas é detido por goleiro com um golpe de judô; assista
Goleiro da Roma ofende fã por vestido ousado: “Pensaram que eu namoraria isso”

Em entrevista a ESPN Brasil, Rivellino contou que seu primeiro time era o Verdão, muito devido à influência da descendência italiana na sua família:

“Eu era palmeirense e fui decidir um título aqui no Banespa (pelo futebol de salão), contra o Palmeiras” – disse Rivellino, completando na sequência –  “Eu nunca neguei que a minha família é descendente de italiano. Torcedora do Palmeiras. Tanto que uma vez, no Banespa, o Palmeiras veio treinar. Eu soube, eu era muleque, pulei no campo e fiquei lá, assistindo”.

Apesar disso, ele não conseguiu atuar com a camisa alviverde. Antes de se tornar jogador de futebol profissional, Rivellino até chegou a fazer testes no Palmeiras, porém, não conseguiu, como nos contou Rafael Alaby, em matéria no Torcedores.com:

“O teste no Palmeiras foi uma decepção muito grande. Não pedi para ir. Eu jogava futsal no Banespa, além de campo. Houve uma decisão contra o Palmeiras no Banespa. Joguei bem e um diretor do Palmeiras que estava vendo o jogo fez um comentário: ‘Será que esse garoto joga bem no campo?’. Naquele dia calhou de meu pai, que não me acompanhava muito nas partidas, estar vendo o jogo. Ele estava perto desse diretor, ouviu a pergunta e respondeu: ‘É meu filho e também joga bem no campo’. O diretor mandou procurar o Mário Travaglini. Fui ao Palmeiras com meu padrinho, lá na Barra Funda. Treinei. Eu fazia minhas jogadas e parecia que não estavam nem aí. Fui uma, duas vezes. Na terceira, o Travaglini separou um grupo, no qual eu estava, e disse que a gente podia se trocar que não iríamos treinar. Eu disse: ‘Vai tomar no cu, não preciso dessa merda’. Peguei minhas coisas e fui embora. Contei pro meu pai e fui embora”, recorda Rivellino em sua biografia escrita pelo jornalista Maurício Noriega e publicada pela Editora Contexto, ainda irritado com a história, mais de 40 anos depois do ocorrido. Na época, o Patada Atômica jogava futebol no campo do Clube Atlético Indiano.

Foto: Daniel Augusto Jr / Ag. Corinthians