Presidente do São Paulo admite ajuda financeira e com ingressos para organizadas

Crédito da foto: Ruens Chiri/saopaulofc.net

Não é de hoje que a relação entre clubes de futebol e torcidas organizadas é permeada de desconfianças. E o presidente do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, adicionou mais um capítulo a essa história. Em entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo”, o mandatário tricolor admitiu que ajuda as duas principais uniformizadas do São Paulo, Independente e Dragões da Real.

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“(As) reinvindicações são as mesmas de sempre: ingresso e ajudar no Carnaval. É claro (que o São Paulo) ajuda! É histórico isso de ajudar no Carnaval. Você tem que dar ingresso para eles e eles vão ao jogo. Não é que vai dar viagem, ônibus. Dá o ingresso e eles vão. Isso é uma prática. Isso é pequeno dentro de todo esse universo. Eles prestigiam, eles ajudam. O jogador faz gol e faz o sinal da Independente (maior torcida organizada do São Paulo). Não faz para ser agradável, faz porque tem medo de tomar dura. O que a gente dá é muito pequeno no contexto, porque eles podem fazer muito estrago. Vocês viram o que eles fizeram ontem (domingo, dia 17, quando torcedores entraram em confronto com a Polícia Militar em um jogo da Copa São Paulo de Juniores, em Mogi das Cruzes)?”, declarou o dirigente.

No último domingo, no jogo entre São Paulo e Rondonópolis, integrantes das organizadas que não conseguiram entrar no estádio em Mogi das Cruzes protagonizaram cenas lamentáveis, atacando a Guarda Municipal de Mogi, e só foram contidos após a chegada da Polícia Militar, que já chegou dispersando os torcedores com gás de pimenta, balas de borracha e bombas de efeito moral.

“É dificílima, mas não chega a ser (uma relação de) chantagem. Não nos submetemos a nada. Mas tem de fazer algumas concessões. Não tem como cortar”, continuou Leco.

A assessoria do São Paulo informou que o clube dá 1500 ingressos às organizadas para cada jogo do time no Morumbi, e 500 ingressos para os jogos fora do Morumbi, além de contribuir com 150 mil reais, que são divididos pelas duas torcidas para financiar seus desfiles de Carnaval.



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