Presidente diz que as finanças do São Paulo estão “num vermelho quase rosa”

Leco
Crédito de imagem: Divulgação

O presidente do São Paulo Futebol Clube, Carlos Alberto Barros e Silva, conhecido dentro do clube como “Leco”, concedeu uma entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, aos jornalistas Camila Mattoso e Adriano Maneo em que abordou diversos temas, mas que cometeu uma bela escorregada no final fazendo a alegria de seus rivais no estado.

O dirigente destaca que o período turbulento da passagem de Carlos Miguel Aidar já está superado e que a contratação de Diego Lugano correu risco sim de não acontecer, já que o Cerro Porteño (PAR) demorou para encaminhar a documentação do atleta. Por conta disso, Leco orientou o uruguaio a não vir para o Tricolor se a documentação não estivesse ok, e, ainda aconteceu um ultimato por parte do são-paulino, por conta do atraso da liberação de Lugano.

Carlos ainda diz que o São Paulo em nada lucrará com o amistoso de logo mais contra o Cerro Porteño, acertado entre as equipes como compensação pela liberação do zagueiro ao clube paulista.

Mais um aspecto destacado foi a relação com as torcidas organizadas, em que a maior reivindicação delas é ajuda com ingressos e auxilio para os desfiles carnavalescos. A relação entre clube e CBF, cujo seu presidente licenciado Marco Polo Del Nero, está envolto em escândalos recentes de corrupção, foi analisada e nesta entrevista, ele destacou que seu escolhido como técnico da seleção seria o corintiano Tite, argumentando que “resolveria dois problemas de uma vez só”, ao levar o comandante corintiano para o comando do time nacional e enfraquecendo o adversário local.

O apelido pelo qual o São Paulo é conhecido pelos rivais “bambi”, também foi destacado na conversa, no que ele respondeu: “Me incomoda quando tem um efeito pejorativo, desrespeitoso. O Andrés [Sanchez, deputado federal e ex-presidente e superintendente de futebol do Corinthians] não pode me ver e me chama de “bambi” num ar super brincalhão. Eu me dou super bem com ele, quando tem essa coisa de gozação, brincadeira, tudo bem”.

Contudo, uma frase acabou chamando mais a atenção na conversa. O presidente disse que espera ter um novo ano melhor que 2015, mas de uma forma um tanto diferente, com as contas ainda não fechadas no azul.

“No azul, mas num vermelho quase rosa. Este ano é um ano rosa”, concluiu.

Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net