Opinião: O Imperador do Flamengo

Flamengo
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E rola um boato de que o Flamengo pode em breve anunciar um “velho” reforço para temporada. Trata-se de Adriano Leite Ribeiro ou se preferir – Adriano “Imperador”.

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Ora, é claro que isso não empolga a massa rubro-negra. O jogador, apesar de ídolo está há mais de dois anos sem atuar profissionalmente. Inclusive recebeu algumas sondagens de times sem a mesma expressão no país e, talvez seja o melhor caminho.

Sinceramente, Adriano teve oportunidades para retomar o caminho dos gramados, porém não aceitou, uma vez que a vida profissional não agrada mais. O jogador quer viver a sua vida e não assumir compromissos.

É óbvio que na Gávea sempre haverá lugar para “caras” que fizeram história, mas será que na atual conjuntura valeria a pena? A diretoria atual parece contrária à ideia, mas se Muricy Ramalho tem mesmo carta branca, será que toparia o desafio e quem sabe o mérito de recuperar o jogador que encantou nos tempos áureos?

Adriano nasceu no Flamengo. Apareceu para o futebol em 2000 e 2001 quando foi promovido ao time profissional e jogou até de lateral. Comprado pela Internazionale de Milão, estourou para o mundo. Após a Itália, retornou ao rubro-negro para levantar o importante título – o Hexa brasileiro e entrar de vez para o hall dos grandes ídolos do clube.

Um dado curioso: De acordo, com o levantamento do material esportivo da época, no período de 2009/2010, a camisa do “Imperador” vendeu mais de um milhão de camisas. Nem Ronaldinho Gaúcho, nem Guerrero e ninguém que pudesse ter essa proeza conseguiu isso até os dias atuais.

Mas insisto na pergunta: Será que valeria a pena contar com o jogador, pelo menos para ações de marketing? Em 2012 o tiro saiu pela culatra. Adriano foi recebido e saiu antes mesmo dos cem dias de contrato, ou seja, nada deu certo. Problemas com a diretoria e a falta de empenho e vontade em treinar e voltar a ser o jogador que todos gostariam de ver, culminaram para que saísse com uma mão na frente e outra atrás, infelizmente.

Talvez para o Flamengo seja melhor lembrar os tempos brilhantes do jogador que em 94 partidas, anotou 46 gols, afinal o “craque” deve saber a hora de parar.

Crédito da foto: Vipcomm/Divulgação



Sou formado em Publ & Prop, jornalismo e rádio. Trabalhei em grandes empresas do ramo de serviços e desde 2003 atuo na área esportiva. Fiz parte da equipe da rádio Record e rádio USP, onde criei, produzi e apresentei 2 programas esportivos. Coordenei o principal programa jornalístico da rádio Estadão ESPN. Atualmente atuo na área comercial.