“O torcedor do Palmeiras vai me respeitar, porque eu vou fazer gols e vou ganhar títulos”, diz Alecsandro

Alecsandro já chegou a ser criticado pelo torcedor palmeirense, pois ele não vinha fazendo boas atuações com a camisa do Verdão, mas em entrevista concedida para o jornal Lance, de São Paulo, o centroavante abriu o jogo sobre o que espera para o ano de 2016, ele falou sobre emagrecimento, racismo na Liberta e diversos outros assuntos. Confira:

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Alecsandro, já foi elogiado este ano nas redes sociais, por aparentar estar mais magro, porém ele revelou ao Lance que não tem nada disso, pois se apresentou com 2kg a mais do que o ano passado. Porém já avisou para o torcedor palmeirense que está mais forte e muito melhor para esta temporada.

“Lógico que eu poderia vender meu peixe e falar que realmente estou mais magro. Mas não, cara. A televisão me deixa um pouco mais gordo, um pouco diferente. Eu estou com 86kg e no ano passado, por incrível que pareça, estava jogando com 84kg. Então, estou com dois quilos a mais. Lógico que, no começo de temporada, com um pouquinho a mais de massa muscular”, disse Alecsandro.

Alecgol, como é apelidado o Alecsandro, foi perguntado sobre se a Libertadores deste ano influenciou para que ele ficasse no Palmeiras e o centroavante não babujou na resposta.

“É, também pesou. Tive algumas propostas, outras sondagens, outras que não dá nem para chamar de proposta ou sondagem, que é mais uma amizade que você tem com treinador, com diretor, que queriam saber se eu queria sair, se o Palmeiras queria que eu saísse. Há quase um ano, eu prometi para o presidente que viria para jogar uma Libertadores. A Libertadores está aí e espero que a gente possa fazer uma grande competição. Sempre digo que nunca quero atrapalhar, quero ajudar de alguma forma, ou sendo titular ou entrando nos jogos. No dia em que eu perceber que estou atrapalhando peço para sair”.

Ele também foi questionado sobre aquela discussão que teve a com a torcida do Palmeiras após a saída de campo da derrota contra a Ponte Preta, e se para ele se aquilo foi algo inédito na carreira dele.

“Na verdade, foram dois torcedores. Nunca briguei com a torcida do Palmeiras e nem vou brigar, como nunca briguei com nenhuma torcida. O time não vinha bem e os caras quiseram jogar a raiva deles em mim. Eu, com todo o meu sangue frio, aguentei, mas depois ele xingou minha mãe, meu pai, meu irmão, minha esposa. Perdi um pouco a cabeça e acabei só dando uma retrucadinha com os dois. Mas foi só, nunca tive problema com o palmeirense, só aquele ato isolado”.

Muito questionado em 2015, o atacante preferiu analisar a situação de outra maneira. “Às vezes a gente só enxerga aquilo que quer. Se você quiser enxergar que eu só fiz dois gols no Palmeiras, você vai enxergar. Vamos pegar como referência o artilheiro do Palmeiras, que foi o Dudu, com 16 gols. Eu terminei a temporada com 15 gols. Fiz 13 no Flamengo e dois no Palmeiras. Isso aí ninguém falou. Se fosse tudo no Palmeiras, eu teria sido o vice-artilheiro da temporada jogando menos partidas do que todo mundo. E mesmo assim estaria abaixo da minha média, que é acima de 15 gols. Então acho que foi um ano regular”.

 

Alessandro já foi duas vezes campeão da Libertadores, uma pelo Internacional e outra pelo Atlético-MG e ele falou o quanto isso pode ajudar agora. “Libertadores, cara, é você ganhar os jogos dentro de casa. São duas competições em uma só, porque na primeira fase você perde um ponto ali, aqui, e depois de seis jogos vê o que deu. Quando passa para o mata-mata, já tem que estudar, se joga a primeira em casa, se joga para frente, se joga para trás. É uma competição interessante e dou muita atenção à primeira fase. São 60% ou 70% de chance de ser campeão se fizer uma boa primeira fase”.

O jogador também lembrou de situações curiosas que já passou na Liberta. “Tem zagueiro com chuteira amarrada no tornozelo. Você vai jogar lá contra o The Strongest e tem a altitude, em Quito também. A comida também é diferente. Lembro contra o Emelec, pelo Inter também, que nós vencemos lá e quebraram o ônibus todo na volta, tivemos que ir com o exército até o aeroporto”.

Sobre o racismo, Alecsandro disse que vê casos do pessoal entrando na Justiça porque foi chamado de macaco, negrito, neguinho…, mas ele disse que é o que eles mais escutam na Libertadores.

 

Alecgol disse o que pensa sobre Mundial:

“Vou dar um exemplo da vida. Não adianta pensar em ter filhos sem casar. Você tem que casar para depois ter filho. É a ordem natural, pelo menos a que nós aprendemos. Hoje nego faz diferente, mas não adianta pensar no Mundial sem ganhar a Libertadores. É válido, porque quando vai começar uma relação, você pensa com a sua futura esposa em ter filho, isso e aquilo, mas antes vai ter que casar, pedir a mão dela para a mãe, para o pai. Mas a Libertadores é muito difícil e temos que focar bastante. Acho que a gente não deve perder força agora com Mundial, mas guardar todas as nossas energias para a Libertadores. Depois você tem quatro meses para pensar em Mundial”.

Crédito da Foto: Reprodução/Facebook oficial do Alecsandro