Veja os motivos que tiraram o foco da vitória do São Paulo na Copinha

Crédito da foto: Reprodução/Twitter

A mudança de local da partida entre São Paulo e Rondonópolis, da Arena Barueri (que tem capacidade para mais de 30 mil torcedores), para o Estádio Nogueirão, em Mogi das Cruzes, onde capacita pouco mais de 10 mil torcedores; as agressões policiais, e a reação desproporcional de parte da torcida organizada do São Paulo foram os elementos que tiraram o foco da vitória por 4 a 0 do São Paulo, domingo (17), em jogo válido pela Copa São Paulo de Futebol Júnior.

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Nas fases anteriores, as partidas do São Paulo havia recebido média de 12 mil torcedores por jogo (2.000 a mais do que a capacidade do Nogueirão).

Cerca de 20 minutos antes da partida, os ônibus com das torcidas organizadas do São Paulo chegaram ao local. Todos entraram, e juntaram aos milhares de torcedores comuns que já estavam dentro do estádio. Como a entrada era gratuita, e sem nenhuma forma de contagem, no início da partida a Polícia Militar e os organizadores do evento decidiram fechar os portões, por acreditar que a quantidade que já estava no estádio era aproximadamente a capacidade máxima do local. Com o fechamento, centenas de torcedores ficaram do lado de fora do estádio.

Parte dos são-paulinos que não conseguiram ter acesso à parte interna do estádio arrumou um modo para acompanhar a partida do lado de fora, assistindo por cima e pelas brechas do portão. No entanto, ao final do primeiro tempo do jogo, a Polícia Militar decidiu tirar, à força, os torcedores que acompanhavam a partida pelo lado de fora (inexplicavelmente, porque nem os que estavam dentro, nem os que estavam fora precisavam pagar ingresso).

Para tirar os são-paulinos que não conseguiram ter acesso ao estádio, a PM usou bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha. Após os primeiros disparos, centenas de integrantes da Torcida Independente correram em direção aos policiais, no portão do estádio. Com isso, os torcedores que estavam do lado de fora do Nogueirão entraram, e a polícia começou a atirar balas de borracha e gás lacrimogêneo em duas arquibancadas do estádio (uma que estava a Torcida Independente e outra que estavam os torcedores comuns), acertando famílias com crianças e idosos, que entraram em pânico e começaram com a correria dentro do estádio.

Em nota, a Torcida Independente lamentou o ocorrido e disse que “o estádio não tinha estrutura e nem capacidade para receber a grande torcida do São Paulo”. A Dragões da Real, outra organizada do São Paulo, disse que é um erro julgar o ocorrência baseado apenas nas imagens transmitidas pela televisão, pois “a polícia tinha agredido várias pessoas, devido à superlotação”.

A FPF informou, em nota oficial, que a partida do SPFC contra o Flamengo voltará à Arena Barueri, e que “analisa junto aos órgãos competentes medidas que serão aplicadas para punir os responsáveis pelos fatos”.

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