Ex-Santos, Grêmio e Portuguesa, Domingos é ídolo no Catar e não é expulso há quatro anos

Divulgação/Portuguesa

Revelado pelo Santos em 2004, e com passagens por Grêmio, Portuguesa, São Caetano e Guarani, o zagueiro Domingos, marcado por polêmicas dentro de campo, vive provavelmente sua melhor fase na carreira jogando fora do país. Hoje no futebol do Catar, no Al Kharaitiyat, ele deixou de lado os problemas com expulsões e virou um jogador exemplar. Há quatro anos sem saber o que é cartão vermelho, ele agora curte uma nova fase e criticou a arbitragem brasileira.

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“Já joguei mais de 140 partidas e nunca levei um cartão vermelho. Existia alguma coisa errada no Brasil. Qualquer jogadinha era vermelho para o Domingos”, disse ele em entrevista ao Portal da Band.

“Jogo da mesma forma, firme. Sempre foi assim e no Catar é a mesma coisa. A diferença é a arbitragem. No Catar, não pegam no meu pé. Os árbitros podem ter limitações, mas são corretos. No Brasil, era Domingos contra onze e mais o árbitro. Era mais complicado. Por isso chegou uma hora que eu desgostei do futebol brasileiro”, complementou.

Sobre a passagem pelo Peixe, Domingos viveu os dois lados da moeda com o técnico Vanderlei Luxemburgo, que o revelou em 2004, mas que o afastou em 2009 após dividida com o goleiro Rafael que culminou em uma grave lesão no hoje arqueiro do Napoli (ITA). Mesmo assim, não guarda mágoas do treinador, porém não quer mais trabalhar com ele.

“Só tenho que agradecer ao Luxemburgo. Ele que me lançou para o futebol e não tenho mágoa por ter me afastado. Mas não tenho vontade de trabalhar com ele de novo. Se me falassem que o Vanderlei me fez uma proposta, eu responderia: não, obrigado. Não aceitaria porque tenho de ir para um lugar que vou ser feliz”, declarou.

“Não entendi a posição do Santos, porque nunca tive problema com ninguém. O que aconteceu foi um acidente de trabalho, mas tem mal que vem para o bem”, ressaltou.

O “bem” que o zagueiro cita é a passagem pela Portuguesa, onde foi uma chance de recomeço. “Eu e a minha esposa sabemos tudo que passei, porque alguns jornalistas idiotas e treinadores babacas estavam tirando a minha motivação de jogar. A Lusa me deu a mão e disse: vou te dar outra oportunidade”, afirmou o beque, que deseja voltar ao Canindé um dia.

Crédito da foto: Divulgação/Portuguesa



Jornalista desde 2012, com passagens pelos jornais ABCD Maior e Diário do Grande ABC, além do canal NET Cidade. Atualmente como repórter colaborador no site Torcedores.com.