F-1: Duas décadas de Senna na Williams

Reprodução/ Site oficial Ayrton Senna

Hoje, dia 20 de janeiro, fez 22 anos do primeiro teste de Ayrton Senna na “Super Williams”, em Estoril, Portugal. Após dois anos tentando guiar pela equipe que dominara os anos de 1992 e 1993, Senna chegava como o melhor piloto da atualidade, no melhor carro. Título à vista?

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Não foi bem assim, naquela virada de ano de 1993 para 1994, a FIA proibiu o uso de dispositivos eletrônicos nos carros (principalmente a suspensão ativa), que fez as Williams perderem toda estabilidade adquirida nos anos anteriores.

Sabido disso, a equipe preparou um modelo para os testes, com base no chassis FW-15C, que era feito sob a base do modelo de 1993, o modelo FW-16 não estava pronto ainda.Logo nas primeiras voltas já se viu como o carro era instável e irregular, e Senna, à época, apontou para jornalistas:

“Ele pula mais, fica completamente instável se comparado a um eletrônico. Por essas e outras é mais difícil de guiar e lento também. A aerodinâmica desse carro foi desenvolvida para a suspensão ativa. Com a passiva, vira um animal”.

Ou seja, sem os dispositivos eletrônicos, as Williams eram um carro indomável.

O ponto positivo era o motor Renault, que era o mais forte da época, ao final da reta oposta, o modelo chegava a 320km/h, quase 20km/h a mais que a McLaren de 1993.

Crédito da foto: Reprodução/ Site oficial Ayrton Senna



Jornalista. Gosta de abordar sobre futebol e às novidades do mundo na fórmula 1. Atualmente é analista de mídia para Honda S.A.