#EsseDiaFoiLoko: quando Adriano calou Galvão Bueno e todos os argentinos

Reprodução/ Youtube

Apesar dos recentes vexames, a seleção brasileira ainda é a maior e melhor de todos os tempos. Quem acompanhou a campanha ruim na Copa América de 2015 e a vexatória eliminação na Copa do Mundo de 2014, pode até ter se esquecido de como os dias de jogos do Brasil eram “lokos”.

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Brasil contra Argentina sempre é um jogo incrível. Aquele 25 de julho de 2004 não foi diferente.

A seleção brasileira disputou a Copa América, realizada no Peru, como a atual campeã mundial e ostentando sua quinta estrela na camisa. Apesar de toda confiança, o Brasil não contava com seus principais craques do pentacampeonato em 2002 – alguns pediram férias e outros estavam lesionados – e levou, praticamente, uma “seleção B”.

O técnico Carlos Alberto Parreira convocou:

Goleiros – Júlio César (Flamengo) e Fábio (Vasco);

Laterais – Mancini (Roma – Itália), Maicon (Cruzeiro), Gustavo Nery (São Paulo) e Gilberto (São Caetano);

Zagueiros – Bordon (Sttutgart – Alemanha), Cris (Cruzeiro), Juan (Bayer Leverkusen – Alemanha) e Luisão (Benfica – Portugal);

Meias – Dudu Cearense (Kashiwa Reysol – Japão), Renato (Santos), Kléberson (Manchester United – Inglaterra), Edu (Arsenal – Inglaterra), Diego (Santos), Júlio Baptista (Sevilla – Espanha), Alex (Fenerbahçe – Turquia) e Felipe (Flamengo);

Atacantes – Adriano (Internazionale – Itália), Ricardo Oliveira (Valencia – Espanha), Vágner Love (Palmeiras) e Luís Fabiano (São Paulo);

O Brasil se classificou em segundo, com seis pontos, no grupo C. O líder foi o Paraguai, com sete. Costa Rica e Chile foram eliminados. Nas quartas de final, a seleção passou fácil pelo México, vencendo por 4 a 0. Na semi, eliminou o Uruguai nos pênaltis, após empate em 1 a 1.

Eis que chegou o dia da grande decisão, apitada por Carlos Amarilla. Foi a primeira vez que Brasil e Argentina disputaram uma final de Copa América.

A final começou com boas chances para os dois lados mas, aos 19 minutos, Luisão cometeu pênalti e Kily González não perdoou. Um a zero para os hermanos. A Argentina começou a pressionar o Brasil, que conseguiu o empate apenas no último minuto do primeiro tempo. Alex cobrou falta em direção a área, Luisão se redimiu e marcou para a seleção brasileira.

No segundo tempo, a Argentina veio para cima. Logo aos quatro minutos, Tévez acertou uma bola na trave. Os argentinos continuaram atacando e o Brasil teve apenas algumas chances.

A seleção brasileira viu os hermanos dominarem a partida e ainda perdeu Alex, Luisão e Kleberson machucados. Porém, quando tudo parecia se encaminhar para a disputa de pênaltis, a equipe argentina conseguiu marcar com Delgado, após falha de Renato, aos 41 minutos da etapa final.

Festa da torcida argentina. Festa dos jogadores argentinos. Tévez e D’alessandro começaram a fazer gracinhas e provocar os brasileiros. Eles não sabiam o que estava por vir. O título parecia já estar em Buenos Aires quando, aos 48 minutos, Diego avançou e, meio sem jeito, lançou para a área. Luís Fabiano desviou e Adriano conseguiu um chute inesperado – e desesperado – para empatar o jogo.

Até o sempre otimista Galvão Bueno já estava conformado com a derrota. Enquanto Diego corria, Galvão dizia triste: “E perde em um jogo dramático por 2 a 1”. Quando Luís Fabiano conseguiu o desvio, o tom mudou: “Pode até empatar. Quem sabe agora?”. Mas foi quando Adriano chutou que veio a explosão: “Capricha, Adriano! Olha o empate! Gooooool”.

A partida foi para os pênaltis e houve confusão entre os jogadores. Mas, nessa altura, a moral dos brasileiros era muito grande.

A primeira cobrança foi de D’alessandro, que minutos antes estava fazendo graça. Júlio César defendeu. Adriano, artilheiro daquela edição da Copa América, colocou o Brasil na frente. Heinze veio para a segunda cobrança e isolou por cima do gol. Edu ampliou para a seleção brasileira.

O primeiro gol dos argentinos foi de Kily González, mas Diego continou com o ótimo aproveitamento e marcou. Sorín deu um pouco de esperança ao chutar forte no meio e marcar. A decisão estava nos pés de Juan, que não decepcionou e fechou a conta para o Brasil. Foi o sétimo título brasileiro na competição.

Alex ergueeu o troféu e Tévez saiu chorando.

Ao final da partida, um desabafo de Parreira deu uma lição aos argentinos que disputaram a épica partida. “Existe uma coisa que se chama futebol brasileiro. Ninguém tripudia e brinca em cima do futebol brasileiro. Com 2 a 1, eles começaram a dar balãozinho, pisar na bola, fazer gracinha. É isso aí. Ninguém brinca com o futebol pentacampeão do mundo”, afirmou.

Brasil campeão, Argentina perdendo, Adriano empatando no final, Parreira tirando onda… SIM, #Essediafoiloko!

Relembre os melhores momentos da partida:

E a narração histórica de Galvão Bueno:

Crédito da foto: Reprodução/ Youtube



Paulistano, estudante de jornalismo, 19. Foi estagiário do Torcedores.com.