Especial Rio-2016: Entenda o projeto do Parque Olímpico, e sua utilidade pós jogos

Reprodução/ Facebook oficial Rio 2016

O Parque Olímpico está sendo erguido nas mediações do bairro da Barra da Tijuca. A escolha do local se deve a reutilização da área do antigo Autódromo de Jacarepaguá, dando continuação a algumas edificações utilizadas nos jogos Pan-Americano de 2007.

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Foi feito um concurso internacional para o Plano Geral Urbanístico do Parque, tendo como vencedor um escritório inglês, a empresa AECOM. O projeto visa a criação de espaços de uso público, como praças.

No projeto ainda consta a utilização de instalações permanentes e temporárias, e prevê ainda o uso pós olimpíadas. O objetivo é desenvolver empreendimentos imobiliários que serão erguidos no local ao término dos jogos.

Segundo o IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil), o projeto vencedor se destacou para a comissão julgadora “por conta do conceito de operação, o acesso separado para atletas e público, a logística do sistema de transportes, a viabilidade de execução e uma via exclusiva para estacionamento. Já no legado que o projeto deixará para a cidade, os destaques foram a preservação ambiental, a viabilidade de manutenção e a preservação da lagoa da região”.

Durante as Olimpíadas e Para-Olimpíadas o Parque terá como atração central o chamado “Passeio Olímpico”, ou o calçadão, que se assemelha com o de Copacabana. O lado esquerdo conta com Arena para esportes aquáticos e para o Hockey, além de praças de alimentações e a Vila da Conscientização Ambiental.

Já o lado direito, temos arenas Multi-uso, além da Rio Arena HSBC (13) para ginástica, basquete cadeirante e rugbi. Pista de atletismo se localizam mais ao centro do Parque. O ambiente ainda contará com quadras de Tênis.

Até a ultima segunda-feira (18), faltando 200 dias para o início dos jogos, as obras se encontravam em atraso, o que preocupa a gestão organizadora.

A ideia é que após o evento, grande parte das estruturas montadas prevaleçam, sendo utilizadas como centros de treinamento a atletas. além de uso para novas competições. Áreas como sala de imprensa e o grande estacionamento passem por um plano de desenvolvimento urbano. A principio, transformar em áreas verdes e parques de uso público, e usar o restante para construção de edifícios imobiliários.

Até 2030 todos os locais que não tiverem uma utilidade se transformação em áreas de empreendedorismo, assim como visando a sustentabilidade. Todo o projeto, em sua teoria já conta com a transformação do Parque Olímpico após seu uso. A questão é: Será que depois dos jogos, assim como pós-Copa do Mundo, aonde estádios ficaram largados e sem utilidade, terão dado realmente uma reutilização ao local? Só o tempo nos dirá a resposta.

Crédito da foto: Reprodução/ Facebook oficial Rio 2016



Curso Jornalismo e Comunicação na Universidade Metodista de São Paulo. Dedico-me a área Esportiva, e busco sempre oferecer o melhor de mim em todas as matérias em que me envolvo. Seriedade, foco e comprometimento são palavras que levo como lei da vida.