Dias depois de briga de organizada, presidente do São Paulo defende torcida em entrevista

Crédito da foto: Divulgação/São Paulo

Três dias depois de torcedores organizados do São Paulo entrarem em confronto com a Polícia Militar em jogo da Copa SP realizado em Mogi das Cruzes – jogo de torcida única -, o presidente do clube, Carlos Augusto Barros e Silva (o Leco), defendeu as torcidas em entrevista para o jornal Folha de São Paulo.

Em entrevista divulgada nesta quarta-feira pelo site do jornal, Leco assume que financia o carnaval das torcidas Independente e Dragões da Real, além de distribuir ingressos gratuitamente para mabas em jogos do clube.

Ao ser perguntado sobre qual tipo de ajuda ele dava às torcida, afirmou: “As mesmas de sempre: ingresso e ajudar no carnaval. É histórico isso de ajudar no carnaval.”

Em seguida, explicou como funciona a relação dele com as torcidas: “Você dá ingressos e eles vão ao jogo. (…) Isso é pequeno neste universo. Eles prestigiam, eles ajudam. O jogador faz gol e faz o sinal da Independente. Não faz para ser agradável, faz para não tomar dura.”

Depois, relacionou diretamente esta ajuda aos problemas causados pelas torcidas: “O que a gente dá é muito pequeno no contexto, porque eles podem fazer muito estrago. Vocês viram o que eles fizeram em Mogi?”, disse, relativizando a situação de confronto.

Ele ainda assumiu ter conversado com ambas as torcidas para que não agredissem – ou matassem, como elas haviam afirmado para Leco – o jogador Richarlyson, quando Leco era vice-presidente de futebol. O motivo, afirmado pelo próprio dirigente, era homofobia por parte dos organizados. Richarlyson, porém, nunca afirmou ser homossexual.

Crédito da foto: Divulgação/São Paulo



Jornalista esportivo.