Adeus, ano velho: cinco mudanças para o Inter ter um feliz ano novo

Foto: Alexandre Lops/Inter.

Sem a Libertadores no horizonte, o Inter se prepara para viver um 2016 diferente. O foco será único e exclusivo nas competições nacionais – conquistas que há anos fazem falta no Beira-Rio. Mesmo podendo priorizar desde o início o Brasileirão e também a Copa do Brasil, algo que não foi feito em 2015, o colorado precisará modificar cinco situações que impediram o time de ter voos mais altos recentemente.

Ganhar fora de casa

O aproveitamento dentro do Beira-Rio é tão bom que o Inter está autorizado a se dizer imbatível em casa. Com Argel Fucks, no Brasileirão de 2015, o time chegou a 93% de aproveitamento em Porto Alegre, o que credenciou a equipe a brigar pelo G4 até o final. No entanto, o rendimento fora de casa é completamente diferente e precisará ser modificado em 2016, sobretudo se o pensamento for buscar o título do Brasileirão. O Inter fechou o último nacional com apenas três vitórias longe de casa: Joinville, Coritiba e Flamengo. Muito pouco.

Mais protagonistas

Vitinho foi o grande nome do Inter a partir da chegada de Argel e conduziu o time a várias vitórias no segundo turno. Para 2016, será preciso que mais protagonistas surjam e ajudem a equipe a render em alto nível mesmo quando o atacante não está em uma grande jornada.

Postura agressiva fora

Um dos grandes questionamentos que ainda existe com relação ao trabalho de Argel Fucks é com relação à postura do Inter jogando fora de casa. Em várias ocasiões, a opção foi fechar o time, evitar somente a derrota e, se possível, especular algo no ataque.

Os jogos contra o Atlético-MG, em Minas, e a própria virada sofrida para o Goiás, em Goiânia, ilustram esse erro de estratégia, que não pode se repetir em 2016.

Jogadas ensaiadas

A partir de agora, Argel terá o tão sonhado tempo de trabalho para ajustar a equipe da forma como quiser. Mesmo quando o calendário oficial começar, o Inter terá apenas jogos do Gauchão por um bom tempo. O mínimo que se pode esperar é o treinamento de novas jogadas que possam surpreender os adversários, seja por bola parada ou não.

Perfil de contratações

O Inter precisa voltar a contratar jogadores com “fome”. Depois que se tornou um dos grandes campeões da década, o clube se acostumou a trazer jogadores ricos e consagrados, sem aquele mesmo apetite do início e do meio da carreira. É preciso sangue novo e atletas com objetivos claros. Fabinho e Fernando Bob, já contratados, são nomes que, nesse sentido, são corretos.

Foto: Alexandre Lops/Inter.



Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Fã de esportes, sobretudo tênis. Colorado por paixão, jornalista por vocação e tenista por opção.