Retrospectiva 2015: Prass, o nascimento de um herói no Palmeiras

Para quem teve Oberdan Cattani, Leão, Marcos, dá para imaginar o porquê de o Palmeiras ser considerado uma verdadeira Academia de goleiros. Para se ter uma ideia, até nos momentos mais complicados do time nos últimos 20 anos, poucas vezes a meta era um problema. Mas a partir da aposentadoria de “São Marcos”, em 2012, os pratas da casa já não passavam tanta confiança assim. Por isso o clube recorreu a Fernando Prass.

Grande destaque do Vasco da Gama na era de Roberto Dinamite, o experiente arqueiro desembarcou em São Paulo no começo de 2013, quando o Palmeiras tinha acabado de ser rebaixado. Essa decisão já mostra todo caráter de Prass: o sujeito veio numa época em que ninguém queria vir. Não se arrependeu.

Fernando Prass

Em pouco tempo, o goleiro conquistou o carinho e admiração dos palestrinos. No mesmo ano que chegou, levou o Palmeiras de volta à elite do Campeonato Brasileiro. No ano seguinte, foi um dos pilares do clube na luta contra novo descenso para a Série B. Sem suas defesas, certamente a equipe alviverde voltaria ao fundo do poço.

MILAGRES

Em 2015, numa nova era vivida pelo clube, Prass se tornou uma das vozes de liderança de um elenco novo recheado de contratações. Em maio, o goleiro teve seu primeiro momento de “santo”: na semifinal do Campeonato Paulista, o Palmeiras eliminou o Corinthians em Itaquera na decisão por pênaltis. O goleiro alviverde foi decisivo ao defender as cobranças de Elias (se o corintiano fizesse, o Timão se classificaria para a final) e Petros.

Em outubro, nova amostra milagrosa: na semifinal da Copa do Brasil contra o Fluminense, Prass, sem exageros, salvou o Palmeiras da eliminação nos acréscimos ao defender chute de Fred à queima-roupa. O placar de 2 a 1 levou o time a mais uma decisão de pênaltis e “São Prass” se agigantou à frente do jovem Gustavo Scarpa, contando ainda com a isolada de Gum para assegurar o Verdão em mais uma final no ano.

Pensa que acabou? O melhor ainda estava por vir. Na decisão contra o Santos, Prass fechou o gol no jogo na Vila Belmiro. Em São Paulo, coroou sua trajetória com atuação irreparável novamente nos pênaltis. Defendeu a cobrança de Gustavo Henrique e, mostrando elevada confiança, bateu a última cobrança em que “batizou” a nova casa do Palmeiras. Título alviverde e Prass compondo a estante de heróis do clube.

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Fotos: César Greco/Ag. Palmeiras



Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.