Após nocautear Kevin Lee no UFC 194, Léo Santos projeta maior reconhecimento

Divulgação/UFC

O UFC 194 não proporcionou apenas lamentações aos brasileiros. José Aldo e Ronaldo Jacaré foram derrotados na noite do último sábado, em Las Vegas, nos Estados Unidos, mas o campeão do The Ultimate Fighter Brasil 2 Leonardo Santos venceu de forma convincente e ampliou sua boa fase na organização. O lutador da Nova União surpreendeu ao nocautear o norte-americano Kevin Lee ainda no primeiro round e emplacou sua quarta vitória na franquia, a terceira consecutiva. Os planos agora são mais audaciosos e o carioca almeja chegar ao Top 10 da categoria peso-leve (até 70,3kg) já em seu próximo desafio.

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Há seis anos sem sofrer uma derrota, Léo Santos foi o campeão do TUF Brasil 2 e chegou ao Ultimate em 2013. Ainda invicto na organização, com quatro triunfos e um empate, Léo reconhece que o caminho para estar entre os melhores do mundo é árduo, mas confiando em suas habilidades e empolgado pelos números, acredita já estar preparado para medir forças com um oponente melhor ranqueado.

“Tenho a meta de ficar entre os dez melhores da categoria e depois pensarei em ir além. Primeiro tenho que estar nessa lista e sei que tenho totais condições para isso. Estou vivendo um grande momento e pretendo lutar com alguém melhor colocado já no próximo duelo. Apesar de não ter um nome específico quero ser testado contra os melhores. Preciso enfrentá-los e superá-los para me juntar a eles”, planeja o lutador de 35 anos.

Nocaute previsto e comemoração ‘enlouquecida’

Léo Santos tem um cartel de 15 vitórias, um empate e três derrotas. Faixa-preta de jiu-jitsu, o carioca tem nove triunfos conquistados através da arte suave e havia aplicado apenas um nocaute, em 2008, quando ainda atuava pelo Shooto Brasil. Apesar de ter encantado a todos que acompanhavam o duelo, Léo não se surpreendeu com a performance e com o direto que acertou em cheio no rosto do jovem americano, 12 anos mais novo e que vinha em ascensão, com quatro vitórias seguidas.

“Diferente do que todos imaginavam, eu realmente esperava nocautear o Kevin Lee. Já tinha visto lutas dele e meu treino foi todo específico para o seu tipo de jogo. Treinei muita repetição e para tudo o que ele fazia eu já estava preparado, assim tinha sempre um contragolpe entrando. O nocaute surgiu quando ele veio me dar um gancho e eu consegui me antecipar encaixando um forte golpe de encontro. Parece fácil falando, mas lá dentro é tudo muito difícil e rápido. Estou muito feliz pelo nocaute e isso só mostra que continuo evoluindo e que também posso surpreender em pé”, analisou Léo.

Quem assistiu o confronto do último sábado não se surpreendeu apenas pelo nocaute avassalador, mas também pela comemoração de Léo Santos. Assim que o árbitro John McCarthy interrompeu o combate, confirmando o triunfo, o atleta da Nova União pulou a grade do octógono e correu de forma eufórica sem direção, movido pela felicidade e pela “loucura”.

“O octógono ficou pequeno para o tamanho da minha felicidade. Realmente não sabia para onde estava indo e saí correndo só para ficar sozinho um instante. Deu vontade de correr, estava em êxtase e corri como um maluco mesmo (risos). Quando cheguei lá fora que percebi o silêncio e vi onde estava, então eu voltei e a ‘maluquice’ passou, mas a felicidade não. Foi um grande um sonho realizado”, explicou.

Foto: Divulgação/UFC



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