Hexacampeão 2015: O ano nostálgico do Corinthians

Créditos da Foto: Reprodução/Facebook

Olá, bacanas e carocinhos,

Aproveito para curtir as férias da coluna CANELADAS DO VITÃO no jornal AGORA SÃO PAULO e publico aqui o texto “Hexacampeão 2015: O ano nostálgico do Corinthians”, de um dos meus alunos, Renê Saba. Para ver mais textos de outros alunos, acesse a minha página facebook.com/blogdovitao

“Hexacampeão 2015: O ano nostálgico do Corinthians”

Imprevisivelmente na esmagadora maioria concepção midiática, ou previsivelmente na crença da Fiel Torcida, o Corinthians se sagrou campeão brasileiro pela sexta vez em sua história, mas quem é temente ao direito divino de acompanhar o clube pelo menos à partir de 1990, ano do primeiro título brasileiro, sabe que o hexacampeonato teve a onipresença nostálgica dos cinco últimos títulos nacionais já conquistados.

No início, há 25 anos atrás, em 1990, o Corinthians era um time de operários, com pouca técnica, muito brio e liderados por um autêntico camisa 10, que, “diga-se de passagem”, havia vindo de um rival, assim como Jadson, camisa 10 decisivo em 2015. O time à época irradiava pessimismo até mesmo da própria cúpula corinthiana. Semelhante com o ano do hexa, a equipe era suprimida e cercada de descrença, não só pela diretoria, mas também pela mídia com sua opinião gotejante.

Já na segunda conquista, diferente da primeira, e semelhante a sexta, o Corinthians deu um grande salto de qualidade, tinha uma zaga compacta, um meio-campo qualificado, além do grande treinador da época à frente do comando da equipe. Minas Gerais esteve também no caminho para uma decisão de uma Campeonato Brasileiro – o Cruzeiro de Dida valorizou a segunda conquista alvinegra.

No ano seguinte, novamente Minas Gerais, desta vez o outro grande do estado do ‘tropeirão‘: o Atlético Mineiro, vice-campeão de 1999, ‘manchou‘ também como vice de 2015. O time do ano anterior, amadureceu e melhorou. A equipe foi reforçada por Luizão, e pelo goleiro Dida, que pegou dois pênaltis do São Paulo naquele ano – façanha também do goleiro Cássio em 2015. Entrava para a história o famoso ‘quadrado mágico‘, e o ataque do gatilho fácil, que deixava cheiro de pólvora no ar – coincidentemente como 2015, também foi o melhor da competição.

Seis anos depois o famoso time da parceria com a MSI conquistou o tetra campeonato à sombra de grande expectativa pelos altos investimentos. Um placar de 7 a 1 contra o Santos naquele ano, quase foi repetido de forma inédita neste ano, se não fosse pela diferença de um gol, na goleada por 6 a 1, só que ante o São Paulo. A presença massiva do ‘terrão‘, e a ‘contratação‘ de Vagner Love naquela época, que só foi se realizar 10 anos depois, assimilaram a conquista do tetra campeonato com o hexa.

Time de operários, mais uma vez em 2011. Não havia mais uma estrela na equipe para aquele Campeonato Brasileiro, Ronaldo acabará de pendurar as chuteiras de forma melancólica, após a eliminação frente ao desconhecido Tolima. O clube juntava os cacos para montar um time com condições de disputar com dignidade o campeonato nacional daquele ano. Surgia então a ‘titebilidade‘. Os mesmos cacos foram recolhidos em 2015, depois da eliminação para o Guaraní do Paraguai, e após um positivo desmanche. Salários atrasados e eliminações em casa, mancharam um exímio começo de ano, resurgia o mesmo pessimismo de 1990 e de 2011. Pairava novamente a desconfiança sobre o comandante, e peças importantes saiam durante a temporada, exatamente como no ano do penta. Uma nova retomada estava começando. O mesmo técnico que estava diante dos dois revés, foi o mesmo da glória, da reconstrução, da motivação, da purificação, da volta por cima -levando a equipe do inferno ao céu por duas vezes.

Corinthians hexacampeão, um time de operários desacreditados misturado com o quadrado mágico favorito em 1999. Resgatando o mesmo brio de 1990, com a mesma presença do terrão em 2005, a retomada de 2011, e com novamente Minas Gerais no caminho – perdendo como de costume. Seis títulos totalmente interligados por coincidências entre a descrença e o favoritismo, escoltados por desmanches, derrotas e voltas por cima. Seis conquistas diferentes, mas muito semelhantes envolta à nostálgicos momentos, e uma única certeza: A numerosa, considerável e prolífera presença da Fiel Torcida.

*Por Renê Saba, aluno do Curso de Jornalismo Esportivo de Vitor Guedes.

Em 2015, ministrei, em parceria com a minha mana Marília Ruiz – e a participação especialíssima dos convidados Mauro Beting, Paulo Bonfá, Thiago Rocha e Maurício Oliveira – , curso de extensão em Jornalismo Esportivo.

Estudo a possibilidade de fazer outro em 2016 (tem interesse? escreva para blog.vitao@gmail.com ou mande um alô no facebook.com/blogdovitao)…

Eu sou o Vitor Guedes e tenho um nome a zelar. E zelar, claro, vem de ZL. É tudo nosso. É nóis aqui também no Torcedores.com

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Crédito da foto: Divulgação



Vitor Guedes, nascido no sacro ano de 1977, é ZL, pai do Basílio, equilibrado... Além de jornalista diplomado, pós-graduado em Português, Língua e Literatura, colunista do jornal Agora São Paulo, debatedor do Seleção SporTV, comentarista do PodcasTimão, professor universitário, autor do livro "Paixão Corinthiana" facebook.com/blogdovitao