Da queda com Felipão ao ressurgimento com Roger: o ano do Grêmio sob a ótica dos treinadores

Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Ainda envolvido por uma certa nuvem sombria e escura que começou a se formar em Belo Horizonte, no dia 8 de julho de 2014, Luiz Felipe Scolari reassumia o Grêmio poucas semanas depois com a ingrata tarefa de se reafirmar como o grande treinador que sempre foi. Com o 7×1 tatuado na pele, Felipão foi apagando a marca aos poucos a cada boa exibição do tricolor no Brasileirão, que por pouco não obteve uma vaga na Libertadores.

Com moral, entrou 2015 com imensa autonomia sobre todo o departamento de futebol do Grêmio. E se deu mal. É verdade que as perdas de Barcos e Marcelo Moreno, bem como as saídas anteriores de Dudu e Alan Ruíz, somada a lesão de Ramiro, contribuíram para que o time perdesse a sua essência, o que não exime Felipão de suas responsabilidades pelo péssimo início de ano.

Depois de perder o Gauchão para o maior rival e arrancar de forma patética no Brasileirão, a diretoria achou por bem interromper o trabalho de Luiz Felipe. Para o seu lugar foi trazido o jovem Roger Machado, ex-jogador do próprio clube e que começava a sua carreira de treinador profissional depois de anos compondo comissões técnicas. No estadual, Roger liderou o time do Novo Hamburgo, que foi às quartas.

Não será exagero afirmar que o ano do Grêmio começou a partir da chegada de Roger. Com praticamente os mesmos jogadores que Felipão tinha, o novo técnico remodelou a forma do time jogar, recuperou jogadores, implementou um sistema invejável de contragolpe e fez o time subir na tabela. Jogos como contra o Atlético-MG, em Minas, e Corinthians, em São Paulo, ilustraram bem o quanto o Grêmio estava bem treinado e era capaz de brigar com os grandes na tabela.

No final, o terceiro lugar no campeonato e a posterior classificação à Libertadores conferiram justiça a uma campanha extremamente regular do time de Roger Machado. Para que se pudesse almejar um algo a mais, era necessário um elenco mais numeroso, sobretudo um centroavante mais confiável, algo que nem Bobô e nem Braian conseguiram ser. De qualquer forma, o Grêmio entra 2016 extremamente tranquilo e tem na casamata o seu combustível de confiança.

Foto:  Lucas Uebel/Grêmio FBPA

 



Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Fã de esportes, sobretudo tênis. Colorado por paixão, jornalista por vocação e tenista por opção.