Brasil 94 x Brasil 2002: Uma briga acirrada para ver quem é o melhor

Imaginar como seria uma partida entre os times que levaram o Brasil ao quarto (1994) e quinto (2002) títulos mundiais pode ser ao mesmo tempo complicado e bom de se analisar, pois são times que tinham jogadores com muita qualidade no futebol e que fizeram história no futebol mundial.

Claro que alguns julgamentos podem ter um pouco de predileção, mas sempre serão baseados em opinião e análise para passar o que penso de cada um destes times. A título de curiosidade, o lateral-direito Cafu jogou nos dois times, mas para efeito de avaliação estará no time de 2002, deixando Jorginho na equipe de 1994, uma vez que ele fez a campanha praticamente toda, saindo apenas na final, quando deu lugar a Marcos Evangelista de Moraes, o nome verdadeiro de Cafu.

Primeiramente vamos as equipes: A seleção de 1994 tinha Taffarel, Jorginho, Aldair, Marcio Santos e Leonardo; Mauro Silva, Dunga, Mazinho e Zinho; Bebeto e Romário, comandados por Carlos Alberto Parreira. Já a equipe de 2002 tinha Marcos, Cafu, Roque Junior, Lucio e Roberto Carlos; Edmilson, Gilberto Silva, Kleberson, e Rivaldo; Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo; dirigidos por Luiz Felipe Scolari.

A equipe de 2002 jogava no esquema 3-5-2, e a adaptei para o 4-4-2 para uma melhor compreensão de todos, já que vou confrontar posição a posição.

Taffarel x Marcos: Este é um duelo épico. De um lado, um goleiro que surgiu para o futebol no Mundial de Juniores de 1985 e que em seus primeiros tempos tinha reflexos apurados. Do outro, o goleiro que surgiu na base da Lençoense e depois veio para o Palmeiras onde foi conseguindo com milagres e dedicação junto a torcida seu espaço. Obvio que Taffarel era um excelente goleiro, mas tinha uma saída de gol um tanto temerária, ao passo que Marcos sabia sair melhor do gol e boa reposição de jogo. Além disso, o ex-camisa 12 do Palmeiras sempre orientou mais sua defesa, enquanto que Taffarel era mais na dele. Marcos ganha este duelo.

Jorginho x Cafu: Um era mais marcador e raramente avançava para o ataque, mas quando o fazia era uma verdadeira opção de desafogo. O outro, sempre se destacou pela vitalidade, e força física. Cafu vence esta parada.

Aldair x Roque Junior: Roque Junior era um zagueiro bom de cobertura, mas ganhar uma dividida de Aldair era missão quase impossível. Não que ele não soubesse jogar bola, mas sim, sabia e tinha um futebol refinado, com boa distribuição de jogo. Aldair se sai melhor nesta.

Lucio x Marcio Santos: Outra briga boa. Lucio tinha mais virilidade que bola e Marcio além de ser um marcador duro, sabia sair jogando, e corroborando a fabrica de bons zagueiros que tivemos, meu voto é em Marcio Santos.

Leonardo x Roberto Carlos: Dois jogadores de boa cobertura e apoio, só que Roberto tinha uma maior ofensividade e muitas vezes as cobranças de falta no pé esquerdo terminavam em gols, coisa mais rara para o ex-flamenguista. Roberto Carlos se sai melhor.

Mauro Silva x Edmilson: Dois volantes que marcavam duro, só que Mauro se sai melhor, pois apesar do físico forte, ele tinha um estilo de jogo semelhante ao de Ralf, atual volante do Corinthians e o escolheria para jogar no meu time.

Dunga x Kleberson: Dunga sempre foi o líder, aquele que no momento do aperto, cobrava, mas apoiava. Kleberson sempre foi do tipo que não ligava para o mundo e só queria jogar sua bola. Como todo time precisa de um jogador que berre, xingue e seja o líder, voto em Dunga.

Gilberto Silva x Mazinho: O ex-jogador de Vasco e Palmeiras em nada ficava a dever para outros volantes de futebol refinado, casos de Falcão, Cerezo, Zito e Clodoaldo. Tinha bola de sobra para estar em outros times e, por sua vez, Gilberto era um jogador de boa técnica, mas que tinha outros oponentes de destaque. Voto em Mazinho.

Zinho x Rivaldo: Os dois tinham bom senso coletivo, mas o pernambucano distribuía melhor o jogo e ainda chutava mais a gol, além de buscar mais o jogo. Voto em Rivaldo.

Bebeto x Ronaldo: Bebeto e Ronaldo são dois jogadores com apurado faro de gol. Um voltava para buscar o jogo e o outro, quando no auge, tinha na arrancada para área sua especialidade. Fico com Ronaldo nesta briga.

Romário x Ronaldinho Gaúcho: Os dois sempre foram amigos da noite, só que um poderia ter ido mais longe na sua carreira, enquanto que o outro, mesmo não sendo o maior fã dos treinos, entrava em campo e executava suas missões com maestria. Fico com o baixinho nessa.

Claro que neste hipotético duelo, a equipe de 1994 ganharia por 6 a 5, por conta de mais talentos na equipe, mas e você leitor, escolheria que time para você comandar?