Retrospectiva 2015: Com três técnicos diferentes, Cruzeiro não consegue repetir feitos de anos anteriores

O Cruzeiro voltou a repetir em 2015 uma rotina que acompanha a maior parte dos times da elite do futebol brasileiro. Com a ausência de resultados positivos, o clube foi comandado por três técnicos diferentes, incluindo Marcelo Oliveira, que esteve à frente da Raposa na conquista do bicampeonato Brasileiro. Vanderlei Luxemburgo e Mano Menezes também tiveram passagens pela casamata Celeste, que antes mesmo do início da próxima temporada já sabe que terá novo dono.

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Quem iniciou o ano à frente do Cruzeiro foi Marcelo Oliveira. Credenciado pelos títulos do Campeonato Brasileiro em 2013 e 2014, o treinador tinha como principal missão manter o padrão da equipe após a perda de nomes importantes, como Everton Ribeiro e Ricardo Goulart. Cheio de reforços, o treinador demorou para dar entrosamento ao time. Algumas peças não renderam o esperado, principalmente na Libertadores e no Campeonato Brasileiro.

Após ser eliminado nas semifinais do estadual pelo Atlético-MG, a pressão sobre Marcelo aumentou. O treinador iniciou a busca pelo tricampeonato nacional precisando de resultados. Mas a queda na Libertadores e o fraco desempenho no Brasileirão, competição em que teve 8,3% de aproveitamento em quatro partidas disputadas, selaram o adeus do treinador. Apesar do ano de 2015 não ter sido dos melhores, Marcelo Oliveira deixou o Cruzeiro como um dos treinadores de melhor aproveitamento da história do clube. Em 168 partidas, conquistou 105 vitórias, empatou 32 vezes e perdeu 31 jogos, totalizando 68,84% de rendimento.

Vanderlei Luxemburgo, técnico do time na conquista da Tríplice Coroa, em 2003, chegou para corrigir os rumos da equipe no ano. O início foi promissor, com o Cruzeiro vencendo as três primeiras partidas de Luxa no comando – Flamengo, em casa, e Cruzeiro e Vasco, fora. Mas o “projeto” desandou, o time caiu de produção e o mau desempenho no Brasileirão, somado à eliminação nas oitavas de final da Copa do Brasil, resultou na iminente demissão do treinador. Luxemburgo encerrou sua segunda passagem pela Toca da Raposa com seis vitórias, três empates e dez derrotas nos 19 jogos disputados – apenas 36,8% de aproveitamento. O treinador deixou o clube na 16ª posição, uma acima da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.

A última cartada da diretoria cruzeirense foi Mano Menezes. E logo na derradeira chance, o time acertou. Mano assumiu o clube e foi o responsável pela mudança de destino do Cruzeiro no Brasileirão. De ameaçado pelo rebaixamento, o time passou a brigar por uma vaga no G-4, emplacando uma sequência de 13 jogos sem derrotas. A oitava colocação na tabela mostra muito bem o trabalho desenvolvido pelo técnico em Belo Horizonte. Foram 16 partidas à frente da Raposa, sendo oito vitórias, seis empates e apenas duas derrotas, aproveitamento de 62,5%.

Com uma campanha extremamente positiva, nada mais natural que o Cruzeiro querer seguir com o treinador. Mas o casamento acabou. Mano Menezes aceitou proposta do futebol chinês e, em comum acordo, deixou o clube. Para 2016, o novo comandante já é conhecido. Deivid, ex-atacante que chegou ao clube como auxiliar técnico de Luxemburgo, foi promovido ao cargo principal e terá ao seu lado Pedrinho, ex-jogador do Vasco.Fica a expectativa do torcedor que o futuro técnico conduza o time de volta às recentes conquistas que firmaram a Raposa como candidata aos títulos que disputa.

Crédito: Site Oficial do Cruzeiro/Facebook Oficial do Cruzeiro



Jornalista graduado pela Universidade Federal de Viçosa. Tem no esporte uma "paixão não correspondida", já que a habilidade trai na hora de praticar. Se jogar não é o forte, por que não falar sobre?