Presidente da Crefisa se irrita e ameaça romper com o Palmeiras

Leila Pereira, dona da FAM e da Crefisa, principais patrocinadoras do verdão, se revoltou com o projeto de camisa retrô do clube com a marca “Parmalat” estampada. A presidente das empresas também criticou Paulo Nobre, presidente do Palmeiras, dizendo que o clube fez contratações de “quinta categoria”.

Leila diz que considerou a ideia da camisa uma “falta de lealdade”, ameaçou romper a parceria com o Palmeiras e fechar com o Flamengo caso o projeto da camisa continuasse.

“Eu recebi hoje um e-mail do Puggina (Marcelo Puggina, assessor especial do Palmeiras), que é o porta-voz do Paulo, dizendo que a Adidas procurou o Palmeiras para fazer uma edição limitada da camisa da Parmalat, e iria estampar a marca da Parmalat. Isso é uma falta de lealdade, falta de escrúpulo com o patrocinador, é motivo para rescisão de contrato. O patrocinador master é a FAM e a Crefisa, investimos quase R$ 100 milhões no Palmeiras, estamos reformando a Academia agora e o Nobre vem com essa proposta indecente? Acham que a gente é trouxa?”, contou Leila Pereira, à equipe do “LANCE!.

“Para continuar assim, eu largo o Palmeiras e vou para o Flamengo, que dá muito mais visibilidade”, acrescentou.

Segundo o “LANCE!” apurou, o projeto inicial era fazer uma camisa casual do Palmeiras produzida pela Adidas. O verdão sugeriu a ideia, que foi acatado pela fornecedora de material esportivo. Depois, o alviverde voltou atrás e explicou pela sua assessoria de imprensa que o projeto foi sugestão da Adidas.

“Não vamos aceitar. Se a Adidas lançar qualquer camisa que não seja com o atual patrocinador, o contrato da Crefisa e FAM com o Palmeiras estará rompido. Onde ele (Paulo Nobre) vai achar um patrocinador para fazer as contratações de quinta categoria que ele fez?”, concluiu Leila.

O Palmeiras e as patrocinadoras têm contrato firmado até o fim de 2016, término do mandato de Paulo Nobre.

Foto: César Greco / Palmeiras / Divulgação



Estudante de Jornalismo da Universidade São Judas. Comecei o ensino superior fazendo exatas, mas apanhei mais que o Brasil contra a Alemanha na Copa de 2014, todo dia era um 7x1 diferente. Então decidi fazer o que eu amo mesmo. Não nasci chorando.