Gp Brasil de 1993. O dia que Ayrton Senna mostrou a sua soberania

Crédito: Reprodução da TV/TV Globo

A missão de Ayrton Senna era muito difícil, mas era notável que piloto, equipe e torcida acreditavam que era possível. E foi…

Era sabido que a Williams mantinha a condição de dominante já feita em 1992 com Nigel Mansell, que lhe deu seu título de campeão do mundo. Para 1993, era Prost quem assumia a vaga de primeiro piloto e era franco favorito a busca do caneco de campeão do mundo.

Desde os primeiros treinos, as Williams mostravam sua força, seja pelo motor Renault RS5 3.5 V10, seja pela aerodinâmica do FW15, seja pela atuação da soma de tudo que era a favor a equipe.

A Mclaren vinha com um carro bem melhor que o de 1992, no caso, o MP4/8 com seu motor Ford HBE7 3.5 V8. Há quem diga que a aerodinâmica da Mclaren era tão boa quanto a da Williams, porém, com menos tecnologia e um motor bem mais fraco, a situação não era fácil.

Para Interlagos, tinha(sempre tem) a expectativa de chuva e era com isso que Ayrton estava contando, já que nos treinos classificatórios, Prost fez o melhor tempo com 1’15¨886, já Ayrton fez o terceiro tempo com 1’17¨697. Ou seja, a diferença foi de 1,831, algo que mostra a gritante diferença de performance dos dois carros.

Resumindo, quando a chuva apertou, a surpresa foi ver Hill parando antes de Prost, sendo que o francês ainda ficou mais tempo, sendo que acabou pagando muito caro quando no final da reta dos boxes, após Christian Fittipaldi ter rodado, Prost o acertou e ficou fora da corrida.

A chuva que Senna e 95%(talvez até mais) de torcedores que, seja que estavam no autódromo ou seja que viam pela tv queriam, caiu e mesmo parando até que rapidamente, foi o suficiente para Senna mudar o jogo e mudar a história.

A ultrapassagem em cima de Hill, na volta 41, ficou marcada na mente de quem viu a corrida, seja “in loco”, seja pela tevê, como um drible, uma caneta, um lance mágico de um futebolista clássico.
Nesse dia, Senna mostrou sua soberania, sua condição de piloto na chuva, sua capacidade de agir mais rápido do que os outros, seu poder de decisão.

E Ayrton tinha recebido ainda um “stop and go” antes da chuva, por uma ultrapassagem em bandeira amarela, na volta 24, em Erik Comás.

Opinião do colaborador: É claro que a prova de 1991 foi mais dramática, todo aquele clima, a questão da sexta marcha, a chuva no final, as Williams já mostrando suas garras e o desfecho, com Senna esgotado. Mas a de 1993 tem seu charme, tem seu brilho, por um Senna maduro, um Senna mais meticuloso, mais preciso, cirúrgico até. A oportunidade apareceu e ele aproveitou, tirou tudo que podia e fez uma corrida histórica. Mas o final de 1993, com Senna comemorando junto a torcida que invadiu a pista, até hoje emociona muita gente.

Crédito da foto: TV Globo(Reprodução da tv)



Cara simples, amante do esporte a motor e que curte outros esportes. Dono do canal Tio Duh no youtube, voltado para gameplay de clássicos de 8,16 e 32 bits. Amante do esporte a motor, considera escrever uma forma de estar mais próximo das pistas!