Flamengo 120 anos: Relembre grandes jogadores da história

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O Clube de Regatas do Flamengo completa no próximo domingo, dia 15 de novembro, 120 anos de glórias. Muitas delas conquistadas no futebol. Por isso, o Torcedores.com não poderia deixar de prestar uma homenagem a grandes ídolos desta trajetória que tem, entre outros tantos títulos, 33 Campeonatos Cariocas, seis Brasileiros, três Copas do Brasil, uma Libertadores e um Mundial Interclubes.

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Até para ajudar os mais jovens, preparamos um breve resumo de alguns dos maiores jogadores da história do Clube de Regatas do Flamengo. É claro que uma lista como estas sempre gera discussão e cada torcedor sempre tem a sua. Alguns nomes, obviamente, acabam ficando de fora, mas não restam dúvidas que a lista preparar pelo Torcedores.com é repleta de craques.

Confira abaixo a lista feita pela equipe do Torcedores.com com ajuda do site oficial do clube:

Zico – O maior de todos. Considerado por grande parte dos rubro-negros o principal ídolo da história do clube, Arthur Antunes Coimbra vestiu a camisa do Flamengo pela primeira vez em 1967. Se profissionalizou quatro anos depois e só foi se tornar “o camisa 10 da Gávea” em 1978. Começava ali a “Era Zico”, a mais vitoriosa da história do futebol rubro-negro. Com Zico em campo, o Flamengo conquistou 37 títulos, nacionais e internacionais, em 28 anos.

Junior – Nenhum jogador vestiu tantas vezes o Manto Sagrado nestes 120 anos quanto Leovegildo Lins da Gama Junior. O Maestro, ou Capacete, ou ainda “Vovô Garoto”, começou a carreira como lateral e terminou como volante em uma safra de jovens que viria a conquistar o Campeonato Brasileiro de 1992. Seus números impressionam. Em 16 temporadas na Gávea, disputou 874 jogos, marcou 77 gols e conquistou 20 títulos importantes.

Leandro – Considerado pela maioria dos rubro-negros como o maior lateral direito da história do clube, Leandro “Peixe Frito” também era conhecido por sua habilidade em campo. Quando se tornou um jogador veterano, passou da lateral para zaga, fazendo parte do time campeão brasileiro de 1987. Encerrou a carreira em 1988, contabilizando 417 jogos pelo Flamengo, 14 gols e 16 títulos, em dez anos.

Petkovic – Ídolo mais recente, foi herói do tricampeonato carioca de 1999 a 2001 e peça fundamental na conquista do hexa brasileiro de 2009, Dejan Petkovic é o sérvio mais brasileiro do mundo. Chegou à Gávea em 2000 após grande sucesso no Vitória e não decepcionou. Rapidamente se identificou com a torcida e se tornou eterno na história após o gol de falta que deu o tri estadual, em 2001, sobre o rival Vasco, aos 43 minutos do segundo tempo. Saiu da Gávea em 2003, rodou por outros clubes, mas em 2009 decidiu voltar para casa e conquistou o título nacional que não vinha há 17 anos.

Dida – O ídolo do maior ídolo da história do Flamengo. Sim, Dida era o ídolo de Zico. Não é qualquer um que tem no currículo a alcunha de grande espelho do Galinho de Quintino. Pois bem, Dida, uma das grandes estrelas do segundo tri estadual do Flamengo (1953 a 1955), é quem tem essa honra. Edivaldo Alves de Santa Rosa, um dos maiores artilheiros da história do clube, com 264 gols e 357 jogos, saiu de Alagoas para marcar época no futebol carioca e nacional. Na seleção, era o camisa 10, titular absoluto até a Copa de 58 e só perdeu a vaga por conta de uma contusão. Para quem? O jovem Edson Arantes do Nascimento (Pelé).

Leônidas da Silva – O Diamante Negro. Poucos jogadores têm em suas carreiras um maior número de gols do que de partidas por um clube. Leônidas é um deles. Com a incrível marca de 153 gols em 149 jogos, ele foi um dos motivos para a rápida popularização do Flamengo. Chegou ao Rubro-Negro em 1936, foi artilheiro dos cariocas de 1938 e 1940, e principal jogador na campanha do título de 39 – que pôs fim a um jejum de nove anos sem título para o clube da Gávea. “Leônidas era um mágico do futebol”, disse o jornalista Mário Filho.

Zizinho – O Mestre Ziza. Aos 18 anos, ele entrou no lugar do craque Leônidas e rapidamente caiu nas graças da torcida rubro-negra. Portanto, não poderia ser um jogador comum. E não era mesmo. Segundo Nélson Rodrigues, bastava os alto-falantes do Maracanã anunciarem o nome de Zizinho para se saber quem seria o vencedor da partida. Foi o maior jogador do primeiro tricampeonato carioca do Flamengo, de 1942 a 1944. Por 11 anos vestindo o Manto Sagrado, Zizinho marcou 145 gols em 318 jogos.

Domingos da Guia –
O “Divino Mestre” foi um zagueiro como pouquíssimos na história do esporte. Fazia o que queria com a bola, era um defensor inovador. Jogava sempre com a cabeça erguida e antevia os lances, fazendo com que a missão de driblá-lo fosse quase que impossível. Sempre saia jogando com classe e categoria, e não cometia muitas faltas. Foi no Fla que Domingos se consagrou definitivamente e foi fundamental para três importantes conquistas: os campeonatos cariocas de 39, 42 e 43.

Raul – Inovador nos uniformes e seguro embaixo das traves, Raul Plasmann foi um dos grandes goleiros da história do Flamengo, e, sem dúvidas, o mais vencedor deles. Como goleiro do Flamengo, foi quatro vezes Campeão Carioca, em 1978, 1979(Especial), 1979 e 1981, três vezes Campeão Brasileiro, em 1980, 1982 e 1983, Campeão da Libertadores em 1981 e Campeão Mundial em 1981.

Nunes – O Artilheiro das Decisões. Nunes entrou para a história do Flamengo como o homem que botava a bola para dentro na hora que mais precisava. No total, Nunes atuou por oito anos na Gávea, participando de 214 jogos e marcando 99 gols. O artilheiro garantiu, pelo menos, quatro títulos ao Fla. O Campeonato Brasileiro de 1980, o Estadual de 1981, o Mundial Interclubes no mesmo ano, e o Campeonato Brasileiro novamente, em 1982.

Carlinhos – O Violino. No dia 20 de janeiro de 1954, Biguá, em sua despedida, entregava a Carlinhos o seu par de chuteiras, gesto que simbolizava a entrega do instrumento de trabalho. História repetida em 1970 quando Carlinhos entregou seu par de chuteiras a um jovem promissor das categorias de base chamado Arthur Antunes Coimbra, o Zico. A cena ficou marcada na história, mas Carlinhos foi muito mais do que isso. Sua forma de jogar com grande classe e o toque de bola refinado o valeram o apelido de “violino”. No Fla, foram 11 anos, 517 jogos, 23 gols e quatro títulos. Depois, sagrou-se treinador e ficou famoso por sempre ter grandes passagens pelo Rubro-Negro.

Adílio – Jogador de rara habilidade e criatividade, dono de um passe perfeito e adepto a um estilo de jogo clássico. O jogador atuou no Flamengo entre 1975 e 1987, quando teve a oportunidade de vestir a camisa rubro-negra em 616 partidas, o que faz dele o terceiro jogador com maior número de jogos disputados pelo Flamengo. Adílio marcou gols importantes, como na final do Brasileirão de 83, contra ao Santos no Maracanã.

Rondinelli – O Deus da Raça. Os jogadores da década de 80 falam que foi com seu gol de cabeça contra o Vasco, na final do Estadual de 1978, que a maior e melhor geração da história do clube nasceu. Rondinelli era um zagueiro vigoroso, que não dava moleza para os adversários e estava disposto a fazer o possível e o impossível para evitar gols dos rivais. Usava a cabeça para salvar bolas dos pés do atacante, jogava de maxilar quebrado e nem se importava. Por isso, tornou-se o Deus da Raça.

Evaristo – O ídolo de Barça e Real. “Evaristo era o tipo do jogador que tinha vaga em qualquer time que escolhesse”, dizia Zagallo. E, revelado pela Madureira, o jogador escolheu defender apenas o Flamengo no Brasil. Ficou cinco anos na Gávea, de 1952 a 1957, o que bastou para se tornar um dos grandes ídolos da história do Mais Querido do Brasil. Foram 191 jogos, 103 gols e cinco títulos. O bastante para torná-lo eterno na Gávea. Foi ainda para a Europa, onde fez história no Real Madrid e no Barcelona.

Adriano Imperador – No início de 2000 surgia um jovem atacante no Flamengo, que se destacava entre os demais pelo porte físico e o forte chute de perna esquerda. Apenas com 18 anos, e em sua primeira temporada como profissional, Adriano Leite Ribeiro marcou 10 gols em 24 partidas com o número 29 do Manto Sagrado, e logo surgiu para o cenário do esporte nacional e internacional. Foi para Itália, onde se tornou um dos principais jogadores da história do futebol mundial, principalmente atuando pela Internazionale de Milão, onde passou a ser conhecido pelo apelido que marcaria toda sua carreira: Imperador. Voltou ao Flamengo em 2009, quando foi uma das peças fundamental no hexacampeonato brasileiro, sendo um dos artilheiros da competição com 21 gols. Faturou também dois Campeonatos Cariocas (2000 e 2001), uma Taça Guanabara (2001) e uma Taça Rio (2000).

Romário – Romário chegou a Gávea em 1995 como o melhor jogador do Mundo, tendo conquistado um ano antes o Tetra Mundial pela seleção Brasileira. O Baixinho é até hoje um dos maiores artilheiros, em média, da história do Flamengo, tendo marcado 204 gols em 240 jogos. Pelo rubro-negro, conquistou: Campeonato Carioca (1996 e 1999), Copa Mercosul (1999), Taça Guanabara (1995, 1996 e 1999) e Taça Rio (1996). Em algumas entrevistas concedidas, Romário falou que a torcida do Flamengo é a que mais o impressionou em toda sua carreira.

Andrade – Dentro das quatro linhas, o Tromba, como era chamado pelos companheiros, atuava como volante e vestia a camisa 6, número que marcou um dos maiores rubro-negros da posição e também dois dos grandes momentos do craque pelo clube. O primeiro deles, em 1981, foi ainda como jogador, Andrade foi o responsável por decretar o troco da goleada por 6 a 0 sofrida pelo Flamengo para o Botafogo, nove anos antes: o craque acertou um foguete, marcando o sexto gol do Flamengo, diante de quase 70 mil pessoas. O outro foi em 2009, o destino faria com que Andrade novamente tivesse o número seis como desfecho de um longo jejum – de 17 anos – desta vez como técnico. O Tromba atuou com o Manto Sagrado em 570 jogos, marcando 29 gols. Sem dúvida, Andrade é um dos maiores vencedores da história do clube da Gávea. Veja os títulos: Mundial Interclubes (1981), uma Taça Libertadores da América (1981), cinco Campeonatos Brasileiros (1980, 1982, 1983 e 1987, como jogador, e 2009, como treinador), além de quatro Campeonatos Cariocas (1979, 1979-Especial, 1981 e 1986).

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Foto: Divulgação/Flamengo

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