10 coisas que os outros times brasileiros invejam na dupla Gre-Nal, mas não assumem

Alexandre Lops/Inter.

A dupla Gre-Nal oferece elementos ao futebol brasileiro que nenhum outro clube é capaz. A mística e histórica rivalidade entre Grêmio e Inter, além de ter possibilitado históricos jogos e grandes partidas em mais de 100 anos de clássico, fez com que os dois clubes crescessem a ponto de se tornarem duas potências a servirem de exemplo para o resto do país, como abaixo prova o Torcedores.com.

1°: Cantos das torcidas – Os cânticos da Geral do Grêmio e da Guarda Popular do Inter são tão criativos e envolventes que, frequentemente, são copiados por clubes do centro do país. Ainda que muitas vezes tenham sido importados das hinchadas sul-americanas, os torcedores da dupla Gre-Nal conseguiram dar um novo estilo às canções, que embalam os times em campo e viram tema até de reportagens em programas globais.

2°: Torcida unida e mista  Gremistas e colorados têm demonstrado que mesmo em meio a uma ferrenha e histórica rivalidade há espaço para a civilidade e a paz. Se nos demais estados do país é comum vermos cenas de guerra e selvageria em dias de clássico, Grêmio e Inter implementaram a partir de 2015 a chamada “Torcida Mista”, que une azuis e vermelhos lado a lado em dia de Gre-Nal, como mostra a foto da reportagem.

3°: Garra em campo – Inter e Grêmio são reconhecidos por onde passam pela garra, raça e entrega em campo, dando ao futebol do Rio Grande do Sul o status de copeiro, determinado e peleador. Nos anos mais vitoriosos da história dos dois times, não foram craques que conduziram às conquistas, mas sim guerreiros e bravos combatentes, obstinados somente pela vitória.

4°: Títulos históricos – Sejamos justos: o futebol brasileiro como um todo é rico em conquistas e grandes times de diferentes localidades já alcançaram glórias eternas. Mas ganhar do Barcelona no auge de Ronaldinho Gaúcho só um clube conseguiu. E vencer com sete jogadores em campo e dois pênaltis salvos apenas outro.

5°: Estádios – Luxuosos, confortáveis, modernos e encantadores. Duas Arenas imensas e extremamente bem feitas. Palcos para mais de 50 mil pessoas. Distantes poucos quilômetros entre si. Beira-Rio e Arena do Grêmio, Arena do Grêmio e Beira-Rio. Alguma cidade brasileira se dá o luxo de ter dois monumentos deste porte? Porto Alegre sim.

6°: Força do clássico – Quem passa pela Dupla nunca esquece da disputa de um clássico Gre-Nal. Não se trata apenas de um jogo ou de uma competição à parte, trata-se de um acontecimento. Poucos jogos são capazes de parar um estado em torno de si, e o Rio Grande do Sul não se move em dia de Gre-Nal.

7°: Talentos da base – Para ficar só no presente: o Grêmio vem com Ronaldinho Gaúcho, Lucas Leiva, Anderson e Douglas Costa. O Inter responde com Alexandre Pato, Nilmar, Luiz Adriano e Taison. Alguém desafia?

8°: Reconhecimento mundial – Recentemente, dois sites especializados em estatísticas de futebol deram a dimensão exata do tamanho alcançado por Grêmio e Inter. O site Football Data Base listou o tricolor como o 2° colocado da América. Já o site inglês Football Club World Ranking atualizou a sua listagem de principais clubes do mundo no início desta semana e apontou o Inter em 6° lugar, atrás apenas de Barcelona, Real Madrid, Bayern de Munique, Sevilla e Juventus.

9°: Ídolo atual – Há em algum outro clube do Brasil um jogador de linha que brigue, chore, xingue e se doe ao máximo pelo time como Andrés Nicolás D´Alessandro faz há mais de sete anos pelo Inter?

10°: Estrangeiros que dão certo – No Rio Grande do Sul, os jogadores estrangeiros não vêm para passear. Os gringos vestem a camisa e marcam o nome na história. Ancheta, Hugo de León, Arce e Rivarola são ícones da trajetória gremista. Villalba, Benítez, Figueroa, Ruben Paz, Gamarra, Guiñazu e D´Alessandro não fizeram por menos no Internacional

Foto de capa: Alexandre Lops/Divulgação/Inter.



Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Fã de esportes, sobretudo tênis. Colorado por paixão, jornalista por vocação e tenista por opção.