Saiba por que Oswaldo de Oliveira deu certo no Flamengo e não no Palmeiras

Crédito da foto: César Greco/Ag. Palmeiras

Oswaldo de Oliveira foi de técnico demitido do Palmeiras em junho deste ano a líder do segundo turno do Campeonato Brasileiro com o Flamengo. Desde que assumiu o rubro-negro, em agosto, o clube carioca não perdeu. De uma equipe que flertava com a zona do rebaixamento, o Flamengo chegou ao G-4. Enquanto isso, o Palmeiras acertou com Marcelo Oliveira, bicampeão brasileiro com o Cruzeiro nos dois últimos anos e tenta voltar ao G-4 do Brasileirão.

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Com um time, ao menos no papel, mais equilibrado com o que tem em mãos agora no Flamengo, Oswaldo de Oliveira não conseguiu engrenar no Palmeiras. Em 31 partidas, foram 17 vitórias, sete empates, sete derrotas. Foram 50 gols marcados, 26 gols sofridos. E o mais perto de título foi o vice-campeonato paulista. No Campeonato Brasileiro, ele sobreviveu apenas seis rodadas no comando palmeirense. Foram três empates, duas derrotas e uma vitória (sobre o Corinthians, por 2 a 0).

Mas por que Oswaldo conseguiu trabalhar bem no Flamengo e não no Palmeiras? O Torcedores.com lista cinco motivos que explicam por que o treinador não “funcionou” no Verdão e está dando liga no Flamengo. Confira:

1) Menos pressão no Flamengo
Em dezembro, o Palmeiras já havia anunciado que Oswaldo de Oliveira seria o técnico em 2015. O treinador recebeu dezenas de reforços do diretor de futebol Alexandre Mattos. Entre eles, o badalado atacante Dudu, que foi disputado entre Corinthians e Palmeiras.

Contudo, o treinador não conseguiu trabalhar com os diversos jogadores e imprimir um padrão de jogo competitivo ao clube. Melhorou, sim, em relação aos últimos anos, mas muito aquém das expectativas dos torcedores e diretoria para 2015.

No Flamengo, Oswaldo encontrou um cenário diferente: em vez de um time “pronto” para ser campeão, uma equipe que lutava contra o rebaixamento. Pressão grande, mas que foi encerrada com uma série de seis vitórias no segundo turno do Campeonato Brasileiro que levou o rubro-negro para o G-4.

2) Fator surpresa
Devido ao desempenho não muito bom no Palmeiras, a maior parte da torcida do Flamengo não esperava que Oswaldo de Oliveira fosse ser o “salvador da pátria” rubro-negra. Mas ele foi melhor do que a encomenda: conduziu o clube ao G-4 do Brasileirão.

Não são poucos os torcedores do Palmeiras que dizem que isso não passa de “enganação”. No alviverde, Oswaldo também começou bem, mas à medida que o tempo passou, não conseguiu manter o bom momento.

Além disso, no Flamengo os conhecidos resolveram jogar. No Rio, Oswaldo encontrou duas caras conhecidas dos tempos de Palmeiras: o meia Alan Patrick e o lateral-direito Ayrton. De apenas opções no alviverde, eles se tornaram peças importantes do Fla.

Alan Patrick, principalmente, se tornou titular no rubro-negro e está encantando os torcedores cariocas. No Palmeiras, ele e Oswaldo não engrenaram no time.

3) Menos cobrança
Só o torcedor do Palmeiras sabe o que é cobrar o time. Os palestrinos não aceitam pouco e, para virar ídolo, é preciso ralar muito. O Flamengo é completamente diferente nesse aspecto. Basta brilhar em um jogo para cair nas graças da torcida.

A imprensa também é diferente. Enquanto os paulistas costumam ser mais “sérios”, os cariocas são famosos pelo “oba-oba”. Não à toa, os jornalistas que cobrem o rubro-negro são conhecidos como “Flapress”.

4) Identificação e família
Carioca, Oswaldo de Oliveira é torcedor declarado do Flamengo. Trabalhar no clube onde o coração bate mais forte, com certeza, é diferente, profissionalismos a parte.

Além disso, o irmão de Oswaldo de Oliveira, Waldemar Lemos (o famoso “senhor Waldemar”), já comandou o rubro-negro. Ou seja: está tudo em casa.

5) Fator praia
Menos cobrança, em casa e com moral, Oswaldo de Oliveira pode até se dar ao luxo de frequentar um dos points mais badalados dos jogadores do futebol carioca: as praias.

Para o carioca, é normal. Já para um jogador do Palmeiras, frequentar um casa noturna (e há algumas perto do CT alviverde) é pedir para ter problemas, sobretudo quando a fase do clube não é boa.

Crédito da foto: César Greco/Ag. Palmeiras



Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.