Quem vingou? Veja o paradeiro da geração santista que quebrou jejum na Copinha

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Gabriel Barbosa, Thiago Maia, Gustavo Henrique e Zeca são hoje pilares do Santos remontado pelo técnico Dorival Júnior, mas representam de forma tímida, só com Gustavo Henrique, a geração santista bicampeã da Copa São Paulo em 2013 e 2014, responsável por findar um jejum de 28 anos sem títulos do clube na competição.

Do quarteto santista, só o zagueiro fez parte da equipe campeã de 2013, que revelou nomes hoje esquecidos, muitos até já bem longe da Vila Belmiro. O Torcedores.com relembra o paradeiro dos jogadores da campanha:

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Gabriel Gasparotto (goleiro)

É o atual terceiro goleiro da equipe, atrás de Vanderlei e Vladimir. Fundamental na campanha do título, defendendo até pênaltis, chegou a ser relacionado durante a recuperação de Vanderlei, no primeiro semestre, mas ainda não fez nenhum jogo como profissional.

Wesley Douglas (lateral direito)

Atualmente está no Tombense-MG. Deixou o Santos no próprio ano da conquista da Copinha, em 2013, emprestado ao Icasa-CE. Antes, ganhou chances com o técnico Muricy Ramalho, mas ficou marcado mesmo após admitir publicamente que foi obrigado por companheiros de elenco a vestir uma calcinha em seu trote pela promoção a equipe principal.

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Gustavo Henrique (zagueiro)

Virou titular desde a chegada do técnico Dorival Júnior, após passar a maior parte do ano na reserva de Werley. Herdou no Santos a titularidade de Durval, no fim de 2013, e mantinha a condição até sofrer uma lesão ligamentar no joelho, no começo do último ano. Precisou recuperar o prestígio dentro do clube.

Jubal (zagueiro)

Foi emprestado ao Avaí no segundo semestre, após cair no esquecimento dentro do clube como quinta opção para a defesa. Ganhou oportunidades, principalmente, com Oswaldo de Oliveira, mas não conseguiu se firmar, abrindo espaço, inclusive, para o improvável ressurgimento de David Braz no clube.

Emerson Palmieri (lateral esquerdo)

Emprestado a Roma, da Itália. O Santos busca, motivado pelo bom mercado do jogador na Europa, negociá-lo em definitivo como já fez na última temporada, ao emprestá-lo para o Palermo. Palmieri era um dos mais promissores da geração campeã, sendo lançado com apenas 17 anos nos profissionais e com grande histórico de convocações para seleções de base.

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Lucas Otávio (volante)

Ainda no atual elenco, mas quase sem espaço desde a chegada do técnico Dorival Júnior. Foi emprestado ao Paraná no último ano, voltou e ganhou sequência como titular, principalmente com Marcelo Fernandes no cargo. Com Dorival, foi preterido até mesmo para a escalação do zagueiro Paulo Ricardo improvisado na função. Ganhou nova chance diante da Ponte Preta, no último domingo, mas não foi bem.

Leandrinho (volante)

Com pouco espaço no atual elenco, ganhou raras chances esse ano, as principais com Enderson e Marcelo Fernandes. Com Oswaldo, era preterido pela preferência de Alan Santos como substituto imediato de Arouca. Na atual temporada, jogou 13 vezes.

Pedro Castro (meia)

Atualmente emprestado ao Santa Cruz-PE. Ganhou algumas oportunidades, mas jamais convenceu. Foi emprestado ainda em 2013 ao Espanyol, mas não jogou. Ainda passou pelo Paraná, a pedido do técnico Claudinei Oliveira, campeão da Copinha.

Léo Cittadini (meia)

No atual elenco, mas quase esquecido dentro do clube. Ganhou duas oportunidades recentes com Dorival, mas tem as concorrências de Marquinhos Gabriel e Rafael Longuine no setor como substituto imediato de Lucas Lima. Na campanha, foi o camisa 10 e um dos principais nomes santistas marcando, inclusive, um dos gols na final da competição. Chegou a ser emprestado a Ponte Preta no último ano.

NeíltonNeilton (atacante)

É titular no Botafogo, na campanha na Série B do Campeonato Brasileiro. Comparado a Neymar pela fisionomia, virou sensação após marcar três gols diante do Palmeiras, na semifinal. Teve boa sequência na equipe principal, sob o comando de Claudinei, interrompida pela não evolução nas tratativas para renovar o contrato. Em abril de 2014, acertou com o Cruzeiro, onde nunca se firmou.

Giva (atacante)

Está no Llagostera, da segunda divisão espanhola, após se desvincular recentemente do Coritiba. No Santos, chegou a formar dupla de ataque titular com Neymar, mas apagou em meio a lesões e queda de desempenho. Foi também um dos principais nomes da campanha, embalado por um ano anterior como grande artilheiro do Santos nas categorias de base.

Outros nomes:

Alison (volante)

Em fase final de recuperação nova lesão ligamentar no joelho direito, a terceira de sua carreira. Se machucou em sua melhor fase no Santos, após receber proposta do Internacional, reajuste salarial e a condição de titular absoluto com o então técnico Enderson Moreira. Jogou pouco na campanha, sendo improvisado como lateral direito na final. Usou o torneio para a sua reafirmação após um ano e meio afastado do futebol e ainda levantou a taça.

Diego Cardoso (atacante)

Começou como titular na campanha de 2013, mas só ganhou destaque na edição seguinte quando terminou como o artilheiro da competição, com nove gols. Recebeu chances com Oswaldo, marcando alguns gols, e caiu em esquecimento desde a sua saída do clube. Nesse ano, ficou fora da lista de inscritos para o Paulista e segue só treinando entre os profissionais.

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Paulo Ricardo (zagueiro e volante)
Ganhou chances esse ano, tanto como zagueiro quanto como volante, sua posição de origem na base. Já tinha jogado com Oswaldo, em 2014, mas recebeu mais oportunidades desde a chegada de Dorival.

Lucas Crispim (meia)
Emprestado ao Joinville, tem atuado como titular. No Santos, no entanto, jamais se firmou. Voltou ao clube embalado neste ano, após empréstimo ao Vasco, mas recebeu raras oportunidades com Marcelo Fernandes, quase sempre com equipes alternativas ou entrando já no final das partidas.

Também fizeram parte da equipe:
Walace (zagueiro): Luverdense-MT
Canavarros (lateral direito e esquerdo): Inter de Lages-RS
Guido (goleiro): Bahia
Stéfano Yuri (centroavante): Náutico
Polaco (meia): Andirá-AC



Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo. Comecei no Terra Esportes, em 2008, para onde voltei em 2011 e fiquei até 2015. Passei também por FPF, Diário LANCE! e o jornal A Tribuna, de Santos, com colaborações para a Revista Placar.