Opinião: Por que acho o Fifa muito melhor que o PES

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Posso ser radical em muitas das opiniões que tenho na vida, sobretudo as políticas, mas nunca fui radical quando o assunto é game de futebol. Todos os anos, eu baixo as demos de Fifa e PES, e aí decido qual será o game que valerá o meu dinheiro posteriormente. Este ano, mais uma vez, deu Fifa.

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Eu sempre fui mais ligado aos jogos da Konami, mas nunca deixei de jogar o Fifa. Essa história vem desde os tempos de jogos no DOS no computador, passando por MegaDrive, Super Nintendo, PlayStation, PS2 e PS3. E foi só a partir da terceira geração do console da Sony que, como muitos, eu migrei definitivamente para o game da EA Sports.

Nos tempos de videogames com menos recursos, a Konami dava um chocolate na EA em quase todos os aspectos. A única coisa que me atraía no Fifa eram as licenças de clubes. Para quem não lembra, demorou muito tempo até que o Winning Eleven, precursor do PES, tivesse mais que seleções nacionais. E isso era realmente ruim, porque os games eram melhores que os Fifa, mas não deixavam alternativa a não ser apelar a um daqueles CD’s piratas com modificações que criavam os clubes.

A Master League, marca registrada do antigo Winning Eleven, era o respiro dentro do jogo para quem não queria só brincar de Copa do Mundo, Copa América, Eurocopa, etc. Ela foi perdendo espaço para os tempos modernos, que cria os grandes modos carreira tanto como um jogador, como dirigente dentro do game.

Mas o Fifa, que para mim era um jogo ruim desde 1994 até 2006, foi ganhando seu espaço. Não foi fácil me convencer a mudar. O auge do meu vício nos jogos da Konami aconteceu na geração do PS2, principalmente com o PES 6. Fui um dos últimos a abandonar de vez o barco.

O Fifa ainda era para mim um jogo muito tosco, mas pouco a pouco foi melhorando em seus movimentos, situações de jogo, passes, dribles, cuidado com o acabamento do game, detalhes que faziam a diferença. Claro que havia coisas nesses quesitos que ainda me incomodavam, como os goleiros de alguns times com uniformes toscos que nem o escudo do clube tinham.

O PES, por sua vez, foi deixando de ser o game que eu gostava na década passada. Ao jogar a demo do PES 2016, vi um jogo extremamente esquisito, de toques estranhos na bola, um ritmo que não lembra em nada a circunstância normal de um game de futebol. O Fifa inovou e conseguiu reproduzir até partidas de futebol feminino.

Nessa briga, continuarei por muito tempo testando os dois. Mas o PES precisará muito mais que as licenças de Libertadores, Sul-Americana, UEFA Champions League e Europa League para me conquistar de novo. Fico mais triste porque o PES tem uma narração muito mais legal, comandada por Silvio Luiz e Mauro Beting. Se eu pudesse, trocaria os narradores e ficaria com eles no Fifa.



Editor do Torcedores.com, está no site desde julho de 2014. Repórter e apresentador da TV Torcedores. Formado pela Universidade Metodista de São Paulo, já passou por UOL, Editora Abril e Rede Record. Participou da cobertura da Copa do Mundo de 2014, de dois Pans, dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 e do Rio 2016.