O que faltou a Massa em seus 15 anos de carreira?

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O piloto brasileiro Felipe Massa teve de tudo até hoje em sua carreira. Nunca faltou carro ou companheiro de equipe que o estimulasse a cruzar a linha de chegada. Isso por que, na realidade ele passou a impressão que começou no “auge”. No primeiro ano de F1 testou uma Ferrari e em seguida assumiu uma McLaren aos 20 anos de idade. Teria sido precoce demais seu início?

O brazuca tinha mesmo uma responsabilidade a mais. A sede por um “Novo Senna” era grande e até hoje existe. Nem mesmo Rubens Barrichello, entre lampejos de talento, jamais conseguiu confortar o domingo dos brasileiros. Assim, Massa, carregou durante toda sua vida esportiva também sofreu com cobranças excessivas em torno de seu desempenho.

Quando se questiona o início é como se comparar um jogador de futebol ainda em início de carreira passar a jogar, da noite para o dia, partidas da Champions League. Ou é talentoso demais e explode, algo raro mesmo no mundo da bola é raro. Quem faz bonito nos dias de glória precisa ter cancha para chegar até ali.

Na Fórmula 1 não é diferente. Talvez seja até mais difícil. A adaptação ao motor, volante, freios, pneus, mecânicos, pit-stops, soam variáveis muito mais incontroláveis do que entrar em forma física e se entrosar com mais 10 em campo. Esportes totalmente diferentes é verdade. Mas cada um tem suas “manhas” para chegar no topo.

Apesar de tudo Felipe Massa carrega uma imagem de bom rapaz e teve ao longo de sua carreira sempre um time de patrocinadores. Realizou por diversas vezes inclusive ações sociais para arrecadar fundos para instituições de caridade e até mesmo uma ONG ligada a à cães esteve em seu repertório de atividades.

Com salário de R$ 4 milhões por ano em 2014, o piloto da Williams ainda tem ao seu lado um time de patrocinadores acompanhado de marcas como Linea, Latam Vitaminas, Schuberth (marca de capacetes), Richard Mille e All Road Management. Fora a sua imagem publicitárias muitas vezes requisitada por outras empresas, a exemplo da Cervejaria Itaipava que o elegeu como garoto propaganda para um produto zero álcool.

Num esporte que começa muitas vezes com aquele “paitrocínio”, com a recessão do mercado em pleno 2015, o que se vê na atualidade no automobilismo brasileiro é a escassez de talentos. Talvez falte não só infra estrutura, mas iniciativas das organizadores de evento e de empresas ligadas a modalidade em fomentar uma nova safra.
Enquanto isso não teremos mas manhãs de emoção e a bandeira verde e amarela estampada nos no lugar mais alto do pódio.

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Jornalista Esportivo com experiências em multimídias formado pela UNESA-RJ, entrou para o mundo do marketing esportivo em 2011, passando por PGE, Sportlink, Ibope Repucom até fundar a agência GMA Brasil no Rio de Janeiro, realizando o case "Arena C30" em 2013 . Em 2014 tornou-se mestre em Marketing pelo IAG, a Escola de Negócios da PUC-RJ.