Veja os 7 pecados capitais que explicam a queda do Palmeiras no Brasileirão

César Greco/Ag. Palmeiras

Ao término da 15ª rodada, o Palmeiras era a sensação do Campeonato Brasileiro. Com a chegada do técnico Marcelo Oliveira, o time emplacou uma série de seis vitórias seguidas e chegou à terceira colocação da tabela, a poucos pontos de Atlético-MG e Corinthians. A euforia era tamanha que o papo sobre título rodeava a Academia de Futebol. Entretanto, nos três jogos seguintes, o Verdão surpreendentemente caiu de rendimento e sofreu derrotas seguidas que esfriaram os ânimos.

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Na última quarta-feira, o revés contra o lanterna Coritiba escancarou erros primários que o grupo passou a cometer de um tempo para cá, além da postura diante dos adversários, que também é bem diferente da que ajudou o time a arrancar nas primeiras rodadas. O Torcedores.com listou sete deles para explicar o porquê de o “Palmeiras ter saído do trilho”, assim como classificou o próprio Marcelo Oliveira.

1) Soberba
Após vencer o Vasco, fora de casa, o Palmeiras criou a ilusão de que poderia vencer os adversários quando quisesse. Foi assim que pareceu nos jogos contra Atlético-PR, Cruzeiro e Coritiba, em que o time tocava a bola de um lado para outro esperando o resultado positivo ser construído cedo ou tarde. A equipe começou a acreditar que estava jogando bola bem maior do que joga, e pagou o preço da pior forma.

2) Salto alto
Depois dessas três rodadas, o palmeirense deve estar se perguntando: qual o time que Marcelo Oliveira tem em mãos? O que venceu seis seguidas ou o que caiu de produção recentemente? A resposta ainda é incerta, mas a dúvida já reflete o que o Verdão ainda está passando: a equipe está em formação. O Palmeiras, portanto, “perdeu-se nos trilhos” por achar que já era um time pronto. Está muito longe disso.

3) Preciosismo
Marcelo reclamou muito dos atacantes, que estão tentando caprichar demais no momento de finalizar. É muito toque de primeira, jogador passando o pé em cima da bola, um toque a mais antes de bater… Nesse momento, o jeito é fazer o “arroz com feijão” e deixar o “caviar” de lado, pois o que importa é a bola no fundo da rede. O Palmeiras precisa recuperar essa essência rápido.

4) Fartura de espaço
Outra crítica do técnico é os “gols incríveis” que sua equipe vem tomando nos últimos jogos. Tudo começa com a penetração do ataque adversário que, com baita facilidade, encontra buracos no meio-campo alviverde, carente de Gabriel, e encontra uma defesa pesada e desprotegida. Lamentar a ausência de Gabriel não adianta, pois se quer mesmo brigar por alguma coisa no Brasileiro, o time de Marcelo precisa arrumar a casa. Peças não faltam.

5) Vontade de sobra
No futebol, geralmente o goleiro vai para a área adversária quando não há mais tempo e alternativas para sua equipe. Uma tentativa desesperada de mudar um resultado ruim, não é? No jogo contra o Coritiba, Fernando Prass se dirigiu à área com 42 minutos do segundo tempo. Sim, a partida estava acabando, mas não era o último lance do Palmeiras. Não havia a necessidade de o goleiro partir com tudo para frente, e só serviu para expor ainda mais o descontrole emocional do time.

6) Sono
Se o Palmeiras de 2015 quer brigar pelo título do Brasileirão, a primeira coisa que não pode acontecer é a perda de pontos para times que vão mal na tabela. O Verdão, todavia, vem pecando exatamente nesse ponto. Hoje o Z-4 do Brasileiro é formado por Vasco, Joinville, Coritiba e Goiás. Desse quarteto, o Palmeiras só venceu os cruz-maltinos. Derrotas para o Coxa e o Esmeraldino, além de empate com os catarinenses, deixam o time com aproveitamento preguiçoso de 33,3%. Os oito pontos perdidos para essa turma colocaria a equipe hoje na vice-liderança da competição.

7) Autoconfiança
Em 18 rodadas até aqui, o Palmeiras é o clube que mais erra passes no Brasileirão. Todo palmeirense deve querer arrancar os cabelos quando vê os jogadores errando toques fáceis ou querendo inventar quando o momento é de jogar simples. Isso ocorre com frequência: contra o Coritiba, foram 50 erros do Verdão, quase o dobro do Coxa (que errou 27 passes). Aproveitando uma frase de Rafael Marques: “é inexplicável” para um time como o Palmeiras, com tantos jogadores técnicos em campo – Cleiton Xavier e Robinho – além de Zé Roberto no banco.

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Fotos: César Greco/Ag. Palmeiras



Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.