Portuguesa, um clube querido que agoniza em crise sem fim

lusa
Felipe Higino/Torcedores.com

Desde 2013, através do caso Heverton, escalado irregularmente pelo clube, a Lusa passou a acumular decepções que vieram através de péssimas administrações e rebaixamentos! Não é de hoje que a Portuguesa, um dos clubes mais tradicionais da Estado de São Paulo, vive a pior e mais devastadora crise dentro e principalmente fora de campo.

Um clube que possui uma rica história dentro do futebol brasileiro, dona de títulos importantes como o extinto Torneio Rio-São Paulo, tricampeã Paulista, entre outras conquistas, passou a partir de 2013, viver seu pior momento em quase 90 anos de vida.

O famoso caso Héverton, (atleta escalado irregularmente na última rodada do Campeonato Brasileiro), que culminou o rebaixamento da equipe do Canindé, foi o primeiro passo para uma crise que parece nunca ter fim.

A partir disso, muitas investigações foram feitas, mas pouca coisa foi explicada. E a realidade da Lusa, daí em diante, passou a ser de conviver com um rebaixamento á Série B no ano de 2014 e uma debandada de atletas que deixaram o clube com o escândalo desse tapetão, até hoje com poucas explicações.

Com um time muito enfraquecido para a temporada, crises econômicas, e uma terrível briga politica interna por conta da presidência do clube (que passou a ter três vice-presidentes no mesmo ano), a Portuguesa fez uma campanha fraquíssima em 2014 e teve que conviver com um segundo rebaixamento, desta vez para a Série C do futebol nacional.

A fraca campanha na segunda divisão em 2014 e o caso Héverton, foram dois dos grandes motivos que afastaram possíveis parceiros que pudessem estar dispostos a ajudar o clube, afundado em dívidas trabalhistas e tributárias.

Com essa situação, o clube passando por muita dificuldade financeira, uma crise para encontrar patrocinadores, parceiros e ajuda e uma situação turbulenta e muito conturbada devido a luta pelo poder dentro do clube, a Lusa passou a ser deixada de lado, devido aos outros interesses de quem controla e comanda o clube, graças a péssimas administrações com o clube, o estádio e para que os elencos pudessem ser montados com mais responsabilidade e planejamento.

Houveram ainda projetos em que o clube venderia parte do terreno de seu estádio, para cobrir algumas dessas dívidas, e a construção de um campo menor. Projeto que acabou sendo engavetado, devido a pouco interesse de parceiros para definir detalhes das obras.

A realidade é que o clube a partir de 2013, foi entregue a sua própria sorte, abandonado por seus dirigentes. E a crise financeira acarreta em dividas que se acumulam a cada dia, com receitas baixas que não servem para cobrir os gastos de manutenção do Canindé, pagamento dos funcionários e investimentos no departamento de futebol.

Para piorar ainda a situação do clube, que vive hoje praticamente uma falência, a Portuguesa, não conseguiu evitar um novo rebaixamento, desta vez no Campeonato Paulista neste ano de 2015.

Outro ponto que deve ser destacado, é justamente as dividas trabalhistas (que somam um valor equivalente a R$: 47 milhões de reais, em um total de 130 processos trabalhistas), que podem ser responsáveis para que a Lusa perca parte do complexo de seu estádio, decisão tomada pelo tribunal Regional do Trabalho que prevê a penhora de um dos terrenos do Canindé.

Sob todas essas condições adversas e de muita dificuldade, resta saber se a Portuguesa conseguirá se reerguer e sair dessa crise através de uma reconstrução do clube, dos dirigentes e através de possíveis parceiros que estejam dispostos a ajudar um dos times mais tradicionais e queridos do futebol brasileiro.

Foto: Felipe Higino/Torcedores.com