Prost fala sobre Senna e diz “Não se importar por ser lembrado da rivalidade com o amigo”

Fórmula 1
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O piloto francês Alain Prost participou recentemente de uma entrevista para site oficial da FIA (Federação Internacional de Automobilismo). O assunto rendeu muito ao falar sobre o Tricampeão Mundial Ayrton Senna, seu antigo adversário da época da McLaren.

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“Nosso relacionamento era realmente diferente, você sabe” disse Prost. Ao ser entrevistado reforçou sua amizade com brasileiro “especialmente em comparação com que tínhamos enquanto eu estava correndo. E eu asseguro a você que nossa relação com certeza seria muito boa se Ayrton ainda estivesse conosco. Não há dúvidas sobre isso”.

“As pessoas sempre gostaram do Keke Rosberg e do Senna na época, que eram pilotos que manifestavam seu talento natural em seu estilo de pilotagem ao invés de declarações”, relatou o francês.

“Se você olhar para as estatísticas, você vê que Ayrton foi excepcional em classificação com 65 poles, mas ele realmente trabalhava nisso. Eu sempre trabalhei mais no acerto de corrida, com Ayrton, nunca fui mais lento. Tínhamos apenas abordagens diferentes.”

Ex-Mclaren também declarou que não importa ser reconhecido pela rivalidade e as disputas acirradas nas pistas com brasileiro. Senna ofuscou? – “Acho que eu me preocupei com isso um pouco no passado”. Ressaltou

“Mas agora apenas soa engraçada para mim, sabe. Estou feliz de ser perguntado sobre isso, porque sempre sou questionado sobre quem era o melhor piloto, o melhor de todos os tempos, ou que quer que seja. Só é ridículo, porque você não pode comparar. Em tempos diferentes, você não pode comparar os pilotos em número de títulos.”

Segundo a Motorsport, o francês relembrou antigos tempos, falou também de Gilles. “Eu era muito próximo a Gilles Villeneuve. Me lembro dele dizendo para mim – e é difícil de acreditar – ‘ na F-1 você não se machuca’. Ele acreditava nisso porque tinha vários grandes acidentes, mas nunca teve dor física”. Referiu-se sobre a morte como algo comum naquela época dentro do esporte.

No GP da África do Sul, em Kyalami, recordou de um acidente. “Eu bati à direção em uma zebra e quebrei meu escafoide (osso do pulso). Ali senti dor. E quando você sente doer, é como ‘ Oh, merda afinal dá para se machucar na F-1.’ Percebi que tinha que ter cuidados”.

Diante do acidente com pista molhada que deu fim à carreira de Didier Pironi na F-1, após o patriota confrontar com seu carro, nos treinos da Alemanha em 1982, Prost disse “que nunca mais correria em pista molhada”.

“Depois daquele dia, decidi que com pista molhada e sem visibilidade faria como bem entendesse. Eu falei ao chefe da minha equipe (Renault), Gerard Larrousse: ‘ Ok, você quer que eu continue? Me dê 15 minutos! Fiquei sozinho no motorhome em Hockenheim e disse: ‘ Ok, não tem problema, mas a partir de hoje faço o que quiser na chuva”. As pessoas não sabiam, mas sempre fiz o que eu pensei ser razoável”.

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Paulista e Colunista. Já escrevi para Revista Voi – PR, The Music Journal Brazil – SP. Atualmente escrevo para o Portal StyleMag Brasil e Seven Days News.