Presidente do Orlando City diz que dívida do São Paulo aumenta R$ 35 mil por dia

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O brasileiro Flavio Augusto da Silva, presidente do Orlando City, revelou em entrevista à ESPN Brasil detalhes da negociação envolvendo o empréstimo de Kaká para o São Paulo, em agosto de 2014. O mandatário afirmou que tudo está estabelecido em acordo bilateral.

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“Existe multa de 10 mil dólares (R$ 35 mil) por dia. Esse valor vem sendo somado desde fevereiro, por conta que não foram prestadas essas coisas”, disse o presidente.

Flavio explicou como aconteceu a negociação de empréstimo do meia com o São Paulo. “Fizemos contato com Athaíde (vice de futebol do São Paulo), estivemos juntos em 2014 na ocasião em que contratamos Kaká. A gente precisava de um clube para ele jogar por seis meses, e Kaká pôde escolher jogar no São Paulo, clube em que foi revelado”.

“O São Paulo disse que não tinha condições pagar o salário dele, o maior da MLS. Nossa proposta era de o Orlando pagar metade do salário, e o SP pagava a outra. Colocamos algumas cláusulas de contrapartida: não cobramos pelo empréstimo, ficaríamos com 100% da renda do primeiro jogo, e pedaço desse impacto seria revertido para nós, recebendo 20% do incremento do público”, completou.

O brasileiro ainda contou com detalhes o tamanho do “calote” que o Orlando City sofreu do São Paulo com a negociação. “Quando acabou o empréstimo de Kaká, o contrato entre os advogados dos dois clubes previa algumas cláusulas. Prestação de contas desse público para saber dos 20%, borderô, documentos que provariam esse incremento. O pagamento era para ter acontecido em janeiro ou fevereiro de 2015. Os valores não foram depositados, e não foi apresentado nenhum tipo de prestação de contas. A gente presume qual é o valor baseado em trocas de e-mails, mas elas não comprovam nada. A gente costuma respeitar contrato.

Temos direito a receber esses valores. A gente tentou também marcar os amistosos, mas entendemos que não houve uma decisão elegante da diretoria. Entendemos que isso é um problema de gestão. O mínimo é respeitar o contrato.

A dívida seria de 2,5 milhões, 3 milhões de reais. Quando você vai contar aquela multa diária, o valor sobe. Eles não estão levando em consideração essa multa. O São Paulo diz que ela é abusiva, mas isso foi assinado pelos advogados do clube”.

O dirigente contou também sobre um segundo calote da diretoria do São Paulo. “Depois de alguns meses sem receber, os diretores trocaram e-mails, e o São Paulo chegou a fazer uma proposta. Eles ofereceram tanto, e nós aceitamos, ‘paga até quinta, então’. Mas eles refutaram. Para americano entender, para nós enterdemos, é difícil. No entanto, essa é a realidade. Por isso surgiu uma ação – nunca entrei com ação contra ninguém antes – e está correndo na justiça”.

O São Paulo, por sua vez, usa a troca de e-mails com o CEO do Orlando City, Alexandre Leitão, para tentar provar que houve acordo por um valor e que apenas o pagamento está atrasado, e não a prestação de contas.

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