Opinião: No Santa Cruz, Grafite está sendo não somente um ídolo, está sendo funcional

Foto: Antônio Melcop/ Santa Cruz/ Reprodução

Para muitos clubes, a chegada de um ídolo pode ser benéfica, pois acaba ajudando bastante o time no aspecto extra-campo. Venda de camisas, jogos promocionais, eventos e atividades com aquele que ficou na memória de inúmeros torcedores, são feitos para ter um bom retorno financeiro. Grafite veio para o Santa Cruz como um destes casos, e acabou caindo como uma luva no time de Marcelo Martelotte.

Reconhecido por ser um ótimo centroavante, daqueles camisas 9 que fazem gol a cada 15 minutos, o ídolo tricolor veio com a missão de aumentar vendas, mas também incrementar o elenco tricolor. É nesse segundo item que o atacante tem se destacado. Com o atacante Anderson Aquino praticamente isolado, sem a definição de um companheiro que lhe ajudasse no setor ofensivo, o Santa sofria bastante para encontrar uma peça que se encaixasse, sem prejudicar o rendimento do próprio Aquino, artilheiro da Série B.

Posicionado como típico centroavante, no Santa Cruz o atacante possui a ajuda de Anderson Aquino, que tem a característica de sair mais da área, de ser mais rápido, e da velocidade de Lelê, que pode dar apoio ao setor ofensivo com sua velocidade. Um dos papeis principais no esquema tricolor deve ser o do meia João Paulo, responsável pela articulação do jogo.

Nas duas partidas disputadas em sua volta ao Santa, Grafite foi decisivo, e fez seu papel muito bem. Com o gol da vitória na apertada partida contra o Botafogo, de cabeça, e o gol que empatou a partida contra o Mogi Mirim (também de cabeça), o atacante tricolor ajudou ao clube a chegar perto do G-4. O que antes era tarefa que não era vislumbrada, agora vira uma realidade bem próxima.

O aspecto físico deve pesar, mas se em duas partidas iniciais o atacante jogou os 90 minutos, é sinal de que a vontade de dar alegria à fiel torcida tricolor é grande, e de que ele não veio apenas para colocar seu nome na camisa. Como bom centroavante que é, Grafite estará longe do desempenho dos tempos de Wolfsburg, mas quem sabe ele não marque mais uma vez história como Grafite do Arruda.

 

Foto: Antônio Melcop/ Santa Cruz/ Reprodução



Estudante de Jornalismo na UFPE, fã de esportes, apaixonado por futebol mas também rugby e futebol americano.