Cristóvão Borges revela que tem sido vítima de racismo no Flamengo

Reprodução/Twitter

Em entrevista exclusiva à ESPN, o treinador do Flamengo confirmou o “componente racista” e perseguição excessiva feita por parte da imprensa e pessoas que se dizem torcedores do Flamengo via redes sociais.

LEIA TAMBÉM:
Veja as opções de Cristóvão para substituir o suspenso Guerrero no Flamengo

Para Cristóvão, essas pessoas não representam a torcida do Flamengo e que ele não ficará omisso e nem se fazer de coitado, mas que críticas destinadas a ele vem fugindo ao padrão normal o futebol.

As críticas feitas a esta perseguição exagerada foi iniciada pela própria ESPN na semana passada pelos apresentadores Mauro Cezar e José Trajano e hoje foi a oportunidade do treinador dar seu depoimento.
“Existem componentes racistas sim. Por exemplo, foi citado que o Flamengo, na hora de escolher o treinador, deixou de escolher o Oswaldo de Oliveira para escolher um do Pelourinho. A tolerância comigo é diferente, sempre foi. Agora, não é uma coisa que me afete a ponto de atrapalhar meu trabalho. Isso não, porque eu me preparei para estar nessa situação. Só que, quando passa do ponto, quando me atinge como pessoa, como cidadão, aí sim vou procurar meus direitos para me fazer ser respeitado. O racismo existe e ele é camuflado, como tem sido aqui comigo em relação às críticas” – disse Cristóvão.

Cristóvão ainda disse que sua posição atual no futebol incomoda muita gente “Eu sou tido como o intruso, abusado, porque cheguei numa posição e me coloco, contesto se achar errado. Que fique claro que minha posição não é e nunca vai ser de pobre coitado” – concluiu.

A emissora ainda fez questão de deixar claro que a entrevista foi gravada na última sexta-feira (7) e que não tem nenhum interesse em desviar o foco depois a última derrota sofrida pelo Flamengo.

Foto: Reprodução/Twitter