Bruno Senna, a terceira chance que faltou na F-1

SAO PAULO, BRAZIL - NOVEMBER 22: Bruno Senna of Brazil and Williams attends the drivers press conference during previews for the Brazilian Formula One Grand Prix at the Autodromo Jose Carlos Pace on November 22, 2012 in Sao Paulo, Brazil. (Photo by Clive Mason/Getty Images)

Filho de Viviane Senna e sobrinho do tricampeão mundial Ayrton Senna, Bruno Senna Lielli, um jovem piloto que atualmente corre pela Fórmula E, também fez história dentro da F-1, após um momento complicado quando tentou se destacar pelo esporte.

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Da Fórmula BMW á Fórmula 3, foi questão de um pulo, dando abertura para um caminho novo no automobilismo, o brasileiro mostrou que não é conhecido somente pelo sobrenome mundialmente mais falado, mais também por saber correr nas pistas.

Com um currículo bem atraente, em meados de 2004 não obteve sucesso no grid, somente no ano seguinte passou a pontuar, chegando alcançar certas vitórias. No ano de 2006, na equipe de  Kimi Raikkonen, atual piloto da F-1, ele se destacou bem nas etapas, mas com problemas evidentes sobre o carro passou á perder certas posições.

Bruno, passou por GP2,  Le Mans Series e, correu também pela Fórmula 1.

Seu primeiro teste drive aconteceu com á equipe Honda em 2008, mas sua entrada para o Grande Prêmio realizou-se em 2010, em uma equipe diferente a  Hispania Racing Team, que usava o motor Cosworth – CA2010 (V8). Com péssima classificatória, Senna não apresentou bom resultados durante as corridas, um carro muito abaixo do esperado.

Ano seguinte teve uma segunda oportunidade em sua carreira, foi anunciado pela montadora Renault, desta vez pela equipe Lótus Team, para usar um carro modelo R31, V.8, não começou á correr de imediato, primeiro lugar tornou-se piloto reserva, em agosto como titular.

Toda experiência anterior com carro sem qualidade, melhorou sua forma de pilotar, com isso ganhou posições melhores no grid, isso fez dele fixo na equipe com chance de crescimento até final da temporada daquele ano, após o contrato de Nick ser reincidido no mês de setembro;

Sem renovação do contrato, a Willians F-1 anunciou em 2012 á chegada de Bruno, pelo visto era um caminho andando para rumo do sucesso, com Renault – Rs27, V.8, substitui Rubens Barrichello, que acabou partindo para Indy, enquanto isso o novato passou á conquistar boas posições e uma volta rápida de 01:52:822, no GP da Bélgica.

Sua saída da Williams aconteceu quando o finlandês Valtteri Bottas chegou para ocupar uma das vagas, em 2013. Entre Senna e Pastor Maldonado, a equipe inglesa, em dificuldades financeiras, preferiu o patrocínio da estatal venezuelana PDVSA e dispensou o brasileiro.

Com isso, sua nova opção foi no mundo do endurance, antes de chegar à Fórmula E, a nova categoria de carros elétricos lançada pela FIA.

Às vezes não basta carregar um sobrenome forte nas costas para conquistar um espaço no Grid, faltou técnica para combater os adversários experientes e também patrocínio para se manter na F1.

Mesmo assim, a Williams serviu como portas abertas para ele ganhar notoriedade, mas no momento que seria o ideal para seu crescimento acabou marcando seu corte na equipe. Talvez ao jovem, que teve apenas três anos na categoria, tenha faltado uma nova chance para crescer?



Paulista e Colunista. Já escrevi para Revista Voi – PR, The Music Journal Brazil – SP. Atualmente escrevo para o Portal StyleMag Brasil e Seven Days News.