Bonito, tatuado e de ouro! Conheça o nadador Talisson Glock

Leandra Benjamin -CPB

Um garoto de Joinville, SC, de apenas 9 sofreu um terrível acidente. Foi atingido por um trem quando voltava da escola, o pequeno perdeu o braço e a perna esquerda, mas não a vida. Poderia ser só mais uma história de trágico final, Talisson Henrique Glock, com os membros amputados viu na natação um sopro de esperança e na terça-feira(11), viu todo seu esforço valer a pena. Nos jogos Parapan- Americanos de Toronto, Glock subiu no topo mais alto do pódio. 

Reprodução/Facebook
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A primeira medalha mundial de Talisson foi em 2013 em Montreal. Agora, em Toronto, nos 200m medley da classe SM6, o nadador conseguiu o tempo de 2m40s93 e sagrou-se campeão com direito a recorde das Américas,mas, antes disso, Talisson já havia conquistado a medalha de prata nos 400 m livre e a de bronze nos 50 m livre S6. Ele começou a nadar depois de 6 meses do acidente.

Talisson se destaca ainda não só por seus feitos dentro da piscina, mas também por seu estilo e personalidade. A pele clara é coberta por tatuagens, em entrevista ao GE, ele falou sobre elas: ” Sou vaidoso. As primeiras tatuagens fiz por significado, mas depois passei a achar isso bobagem e fazer pela arte. Eu adoro, acho que não vou conseguir parar mesmo com a manga completa. O retorno que me dão sinceramente acho que é mais negativo do que positivo referente a isso, mas eu simplesmente não ligo. Se eu nadar rápido é suficiente e não vão questionar se eu tenho tatuagem ou não”. Além das tatuagens, Alisson também tem piercings na língua.

Reprodução/Facebook
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A personalidade do nadador, agrada a organização que enxerga que o estilo do rapaz faça bem a imagem da competição, “Todo movimento esportivo quer ter seu galã, sua atleta bonita, e ele cumpre bem esse papel, além da personalidade dele. É um menino ótimo, bem-humorado. É bacana ter um atleta paralímpico que não tem braço, perna, mas que tem esse estilão, é boa pinta. Como ele se inspirou um dia em outros atributos no Daniel Dias, no Clodoaldo, ele faz parte dos nossos planos. Se no Rio ele não medalhar ouro, vai vir muito forte para Tóquio. Mas já é visível que a gente começou a divulgar um pouco mais o Talisson porque ele tem esses atributos que são importantes na carreira de qualquer atleta – disse Andrew Parsons

Na quarta (12), Talisson faturou a medalha de bronze no 110 m livre.

Imagem destacada: Leandra Benjamin/ CPB

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Formada em jornalismo pelo Mackenzie, demorei anos para perceber que dá, sim, para ir atrás dos sonhos e trabalhar com o que se gosta: o esporte. Hoje me divido entre o esporte e a política. Nunca vou me conformar com os que dizem: "É só futebol.."