WSL estuda sistema “espanta-tubarão” para evitar maiores acidentes

Depois do sufoco vivido pelo australiano Mick Fanning durante a disputa pelo título do circuito de Jeffreys Bay, na África do Sul, no último final de semana, a WSL já estuda implantar um sistema para evitar que acidentes como esse sejam mais frequentes.

LEIA MAIS:
Relembre atletas atacados por tubarões que não tiveram a mesma sorte de Fanning

Além dos salva-vidas que ficam de olhos atentos a quaisquer problemas durante a disputa de uma bateria, a Liga agora planeja usar o sistema “Shark Shield”, aparelho eletrônico que funciona como um “repelente” de tubarões, criado por cientistas do Instituto Oceanográfico, da Universidade da Austrália Ocidental.

“O “Shark Shield” é um sistema que vem sendo aprimorado pela empresa que o produz e que parece que garante cada vez mais a segurança. De repente, a gente pode utilizar esse sistema aqui em Jeffreys Bay a partir de 2016. O sistema nada mais é que uma tornozeleira que o atleta usa. E ela só não foi implementada na competição porque ela tinha tipo um chicote atrás, se não me engano de 2m, o que, obviamente, atrapalharia o desempenho dos atletas, por isso, nunca foi utilizada. O modelo mais recente não tem mais esse chicote, essa cordinha, e sim um dispositivo, tipo uma antena interna. E a protuberância na perna do atleta é muito pequena, o que o habilitaria a usar em uma competição. É isso que vamos procurar para o ano que vem. Nesse sistema, há a possibilidade de se instalar o “Shark Shield” em três, quatro ou cinco boias ao longo da área de competição e promover um isolamento completo”, explicou Renato Hickel, diretor da WSL em entrevista ao ‘Globoesporte’.

Hickel ainda fez questão de deixar claro que a etapa de J-Bay seguirá normalmente no calendário do Mundial de Surfe. “É muito cedo para especular sobre a etapa de Jeffreys Bay. No momento, ela continua no calendário, assim como outras que a gente sabe que há possibilidade de ataque de vida marinha. O que muita gente não sabe e é bom comunicar: a gente tem procedimentos de segurança nessas etapas já em vista da existir a possibilidade de um ataque de tubarão. Na minha opinião pessoal, acredito que a etapa continue, mas é prematuro especular”.

Foto: Reprodução