Últimas lutas foram por negócio, admite St-Pierre

St-Pierre não deve voltar a lutar

Campeão absoluto dos meio-médios do UFC por nove anos, o canadense Georges St-Pierre revelou que gostaria de ter parado de lutar há três anos. Ao site “Ground and Pound”, o atleta admite que suas duas últimas lutas foram por “obrigação” e não diversão.

“Me tornei campeão mundial me divertindo ao treinar. Quando a diversão transformou-se em negócio, veio o estresse, e a diversão se foi. eu já não me divertia no fim, e treinava porque precisava, não mais por que queria. Na verdade, eu deveria ter parado uma ou duas lutas antes, mas não consegui. Sempre havia alguém me desafiando. eu carregava um peso insuportável nos ombros, e finalmente senti, ao invés de querer, eu vi que precisava parar”, confessa o atleta de 34 anos. Dessa forma, seus combates contra Nick Diaz no UFC 158, em março de 2013, e Johny Hendricks, em novembro de 2013, no UFC 167, não teriam ocorrido. O adeus com prazer pelo esporte teria sido Carlos Condit, no UFC 154, em novembro de 2012.

Ao se mostrar feliz com a nova vida ao lado da família, St-Pierre dá a entender que nunca mais voltará aos octógonos, mesmo que não confirme. “O MMA sempre esteve e sempre estará presente na minha vida. Nunca pararei de treinar, mesmo que não volte a lutar. Hoje não sei se voltarei a lutar profissionalmente ou não, muito menos quando. Essa resposta ainda não posso dar a ninguém.”

As críticas também fazem com que o retorno fique distante, principalmente para quem se cobra a lutar em alto nível e não admite derrotas. “Pratiquei este esporte em um nível muito alto por tempo demais. Fui campeão por oito ou nove anos. é uma vida muito estressante. São muitas críticas, muita pressão… Tudo isso junto afeta muito a sua vida. Algumas vezes eu não queria ter de ouvir as críticas, mas elas estavam lá mesmo assim. Sou um cara sensível, e via que, por mais que eu tentasse, nunca era bom o bastante para pararem de me criticar. então, em benefício da minha saúde mental, decidi parar para ter alguma vida social.”



Jornalista graduado pelo UniCEUB, em 2010. Trabalha com esportes desde 2010 e atualmente sub-editor do caderno Torcida, do Jornal de Brasília. Passou também pela redação do Jornal Metro. Cobriu jogos do Brasileiro (Séries A a D), Copa do Mundo-2014 e Campeonato Candango, além de eventos como o Novo Basquete Brasil e a Liga Futsal.