Seleção feminina de futebol, a prata que vale como ouro

A seleção feminina de futebol mostrou para o mundo e para todos os brasileiros como vencer ou pelo menos fazer jus a vitória nas Olimpíadas sem nenhuma ajuda, apoio e patrocínio. Em 2004, em Atenas, as meninas deram um show e mereceram o Ouro olímpico, porém, por falta de sorte e um jogo marcado pelo erro da arbitragem que não deu um pênalti claro à favor do Brasil.

Quem não gostava de futebol feminino, aposto que após as Olimpíadas de Atenas virou fã e começou a ver o esporte com outros olhos, as meninas foram valentes, jogaram como verdadeiras campeãs e ficaram perto de trazer o ouro olímpico no futebol antes dos homens, que por sua vez já tiveram seleções brilhantes, mas nunca conseguiram o tão sonhado ouro.

Na final, as brasileiras encararam nada mais, nada menos que as experientes e multi campeãs americanas, a seleção americana já era carimbada e possui bastante rodagem, diferente da brasileira, que vi em nomes como Cristiane, Pretinha e Marta suas apostas.

O jogo foi bastante disputado, mas com ampla vantagem do Brasil, desde o início as brasileiras já mostravam que poderiam ganhar o jogo e surpreender o mundo. Era uma incrível pressão brasileira, um bombardeio de Roseli e Cristiane, atacantes do Brasil, mas ambas paravam nas boas defesa da goleira ou na falta de pontaria.

Até que como castigo do destino o EUA abriu o placar aos 37 minutos do primeiro tempo, em um chute da intermediária, após o gol americano, a seleção brasileira seguia pressionando, mas não conseguia o empate, o jogo ficava dramático e se encaminhava para a parte final, foi então que apareceu Cristiane, em uma bela jogada a atacante da camisa 12, levou 3 americanas e bateu cruzado, a goleira americana deu rebote e Pretinha empurrou para dentro do gol, empatando o jogo aos 27 minutos do segundo tempo.

A partida foi para prorrogação e as brasileiras continuaram pressionando e em uma famosa frase da época do jornal The New York Times as brasileiras fizeram quase tudo certo, chutaram, driblaram, gingaram, dominaram as americanas por quase 120 minutos e a única coisa que não fizeram foram ganhar. Mas não por incompetência, e sim por falta de sorte, foram 2 bolas na trave e um pênalti escancarado não marcado pela arbitragem.

O castigo veio no fim da prorrogação, faltando apenas 8 minutos para acabar o jogo em uma cobrança de escanteio as americanas conseguiram o gol, em uma cabeçada indefensável para a goleira brasileira.

De tudo fica uma lição, a seleção feminina de futebol perdeu o jogo, mas ganhou inúmeros fãs, jogaram como verdadeiras guerreiras de Atenas e até hoje gozam de grande respeito do mundo esportivo por toda garra e determinação e principalmente por representar tão bem o país, mesmo sem nenhum apoio de forças maiores.

Relembre lances da final inesquecível de Atenas:

Foto: Getty Images



Jornalista em formação. Fanático por esportes, principalmente futebol. Vivo em busca de desafios e oportunidades que a vida me proporciona.