Opinião: pela unificação de Conmebol e Concacaf

CARSON, CA - JANUARY 10: Gabriel Pereyra #10 of Cruz Azul fights for the ball with Julio Cesar Santos #5 of Tigres during Interliga 2006, a qualification tournament for Mexico club teams for the Copa Libertadores, on January 10, 2006 at the Home Depot Center in Carson, California. (Photo by Stephen Dunn /Getty Images)

A classificação do Tigres (MEX) para a decisão da Taça Libertadores expõe um fenômeno cada vez mais evidente: o crescimento do futebol na América do Norte. Esta será a terceira vez que uma equipe mexicana disputará a final do principal torneio da América do Sul desde 1998, quando clubes da terra do Chapolin passaram a participar da competição como convidados.

Nos Estados Unidos e no Canadá, desde 2013, quando o projeto de fortalecimento da MLS começou a ganhar corpo, os clubes vislumbram a disputa da Libertadores.

Atualmente, os mexicanos disputam a Libertadores e a Liga dos Campeões da Concacaf. O primeiro dá prestígio e dinheiro e o segundo, vaga no Mundial de Clubes da Fifa.

Já passou da hora de se discutir a fusão da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) com a Concacaf (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe), criando uma confederação única para um continente que, em tese, também é único.

A tradição e a paixão dos latino-americanos pelo futebol, aliadas à capacidade de organização de megaeventos e captação de patrocínio dos Estados Unidos têm potencial para resultar em um torneio continental tão competitivo e rico quanto à Liga dos Campeões da UEFA.

Outro aspecto positivo seria combater a evasão precoce dos nossos principais jogadores para a Europa, uma vez que, fortalecidos, os clubes daqui poderiam pagar salários melhores.

O mesmo valeria para a Copa América, que poderia virar Copa das Américas e incorporar a participação das seleções de México e Estados Unidos (além das simpaticíssimas Costa Rica, Jamaica e Panamá), disputando a competição continental para valer e com suas principais seleções, e não como convidadas, como já aconteceu em edições anteriores.

O momento conturbado pelo qual o futebol atravessa pede mudanças radicais para se traçar um novo rumo para o esporte mais popular do mundo.

Latinos, caribenhos ou nortistas, somos todos americanos!

Crédito da foto: Getty Images



Nasceu jornalista, mas só percebeu que queria fazer isso da vida quando, aos 11 anos, pediu de presente de aniversário uma assinatura da revista Placar. É doador de sangue compulsivo e jogador de futebol frustrado.