Opinião: Para os flamenguistas, o dia é do super amigo: “Super Guerrero!”

RIO DE JANEIRO, BRAZIL - JULY 18: Paolo Guerrero of Flamengo in action during the match between Flamengo and Gremio as part of Brasileirao Series A 2015 at Maracana stadium on July 18, 2015 in Rio de Janeiro, Brazil. (Photo by Alexandre Loureiro/Getty Images)

A torcida do Flamengo antecipou para o sábado, dia 18, as comemorações do Dia do Amigo. A estreia do centroavante peruano Paolo Guerrero, no Maracanã, despertou em cada rubro-negro aquele saudável sentimento de ter reencontrado o “parceiraço” que não via há anos: o artilheiro com pinta de ídolo. Em meio ao caos, eis que ressurge a amizade sem caô: ”é, meu chapa, o Guerrero chegou!”

Depois de anos de solidão, de uma avassaladora saudade, a camisa 9 do Flamengo parece agora vestir o amigo recém chegado e o âmago de uma enorme Nação apaixonada e já carente daquele “abraço verdadeiro”; órfã de alguém com quem pudesse contar em todas as horas; o amigo, afinal, é para gente, quase mesmo, um super herói.

Pois Guerrero e a torcida transformaram o Maracanã numa saudosa “Sala da Justiça”, onde os “super amigos” se reúnem para analisarem as táticas e as técnicas dos adversários; o goleador pode não ser um Super-Homem, mas tem uma categoria que faz a galera sonhar com aqueles voos bem mais altos e com aquelas aparições surpreendentes, no meio do tumulto e por entre a aflição: “olhem, é o super Guerrero!”; sensação de alívio.

O gol da vitória contra o Grêmio, aos 40 minutos do primeiro tempo, foi realmente daqueles “salvadores”: o goleiro Marcelo Grohe defendeu a cabeçada à “queimarroupa” do seu xará, zagueiro da Gávea; na rebatida, a bola simplesmente e incrivelmente exclamou a todos ao seu redor: “amigos, amigos, negócios à parte!”; e, numa laçada de “Mulher Maravilha”, foi ao encontro do “super amigo”.

Guerrero e a bola transcendem a amizade de Batman e Robin: o toque para as redes gaúchas foi para arrasar com qualquer truque do Coringa; Guerrero e a bola extrapolam o amor entre Clark e Lois Lane: o “barbante” balançou pelo vento do super sopro e a meta gremista virou a redação do Planeta Diário, onde, singularmente, o herói e a mocinha se beijam.

Esse futebol é super fantástico, em especial quando compartilhamos com os super amigos!

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Jornalista formado pela Faculdade de Comunicação Social da Universidade Federal de Juiz de Fora. Atualmente é professor do Departamento de Televisão e Rádio da mesma faculdade.