É cedo para falar de rebaixamento? Vasco dá novo vexame jogando em casa

Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br

O que acontece com o Club de Regatas Vasco da Gama?

Quem consegue explicar como um dos mais tradicionais cariocas pegou o caminho do abismo em disparado?

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Clube marcado por títulos importantes e alguns deles até exclusivos, o Gigante da Colina – assim chamado por sua fanática torcida – amargou dois rebaixamentos em menos de sete anos, e está caminhando a passos largos para a terceira queda para a Série B do campeonato Brasileiro. O que seria também um fato histórico.

Único time carioca bicampeão sulamericano – com os títulos de 1948 e 1998 -, tetracampeão brasileiro, além de vários campeonatos estaduais, o cruzmaltino parece que perdeu o hábito de vencer.

O Trem Bala da Colina – outra de suas alcunhas – já teve nomes consagrados como Roberto Dinamite, Domingos da Guia, Romário, Edmundo, Juninho e tantos outros, hoje passa pela temporada atual com um elenco fraco tecnicamente e que, em campo, parece mais perdido que cego em tiroteio.

Nas duas últimas partidas antes da 15ª rodada no Brasileiro, a equipe mostrou marcação um pouco eficiente conseguindo neutralizar seus adversários em grande parte do tempo de bola rolando, levando às vitórias. Mas no jogo de domingo contra o Palmeiras, em São Januário, parecia que a equipe comandada por Celso Roth estava com 11 jogadores a menos que a alviverde. Sim! Nenhum jogador em campo. Ou o Palmeiras estava com 22 atletas.

O fato é que no primeiro tempo os visitantes já emplacaram três gols, abrindo a larga vantagem sobre os donos da casa, que lentamente corriam pelo gramado sem saber que direção seguir. No segundo tempo, o jogo já desenhado na etapa anterior, caminhou-se ao fim previsto com a derrota de 4 a 1 dos vascaínos, mesmo com uma tímida melhora na movimentação do meio para frente, com a entrada de Riascos.

O que se vê é nitidamente um time sem perspectiva de um futuro melhor. Talvez por crise financeira, por gestões fracassadas, ou meramente por jogadores/técnicos ruins – o que não é verdade. Afinal o elenco do cruzmaltino não é dos piores do mundo, apesar não apresentar uma qualidade técnica/tática de se respirar aliviado. Mas daria para pelo menos fugir da assombração da degola.

O respeito – de fato merecido – está longe de voltar. Paixões a parte, há de se reconhecer o quão injusto é ver clubes com marcas históricas – como é o caso do CR Vasco – definharem a cada temporada.

Foto:  Paulo Fernandes/Vasco.com.br



Escrevo por paixão. Amo futebol, tenho carinho por vôlei e flerto com o basquete de vez em quando.