Cielo e o seu choro dourado em Pequim me emocionaram

César Cielo Filho é daqueles atletas que pouca gente conhecia até o momento em que ele bateu na borda da piscina olímpica de Pequim, em 2008, e conquistou o ouro nos 50m da Olimpíada daquele ano. Eu era um desses que não sabia muito bem quem era Cielo.

Nascido em Santa Bárbara do Oeste, no interior de São Paulo, ele contou com a ajuda dos pais para estudar e treinar longe do país natal. Para os leigos, do nada surgiu um campeão olímpico brasileiro. Mal sabíamos de todo o esforço e sacrifício que o nadador passou para chegar ao topo.

Aos 21 anos, Cielo precisou de apenas 21 segundos e trinta centésimos para cruzar os 50 metros da piscina de Pequim, olhar para o placar, ver seu nome em primeiro lugar no placar e começar a chorar como uma criança.

Em casa, a emoção do atleta, que sofreu com a distância e a saudade da família com o objetivo de se tornar o primeiro nadador brasileiro com um ouro olímpico no peito também me emocionou.

Não consigo imaginar o que passou pela cabeça de Cielo naquele momento.

Mas se enganou quem pensou que o choro na piscina seria o único momento tocante do brasileiro. No pódio, Cielo estava ao lado dos franceses Amaury Leveaux e Alain Bernard quando o hino nacional começou a ser tocado. De novo, as lágrimas caíram.

Torço muito para que Cielo volte a nos emocionar em 2016, nos Jogos do Rio. O bronze de 2012 não foi tão valorizado como deveria. Quem chega ao topo geralmente sofre com essa cobrança exagerada, mas confio em novas conquistas daqui pouco mais de um ano.

Crédito da foto: Getty Images



Editor senior do Torcedores.com, o jornalista formou-se na Universidade Metodista em 2009 e passou pelas redações do Diário do Grande ABC, Agora SP, UOL e Fox Sports, onde fez a cobertura da Copa do Mundo de 2014. Está no Torcedores desde outubro de 2014.