Opinião: melhora do Corinthians se deve ao Bruno Henrique

Corinthians bruno henrique
Foto: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

É comum dizermos que substituir um ídolo não é tarefa fácil, mas parece que para Bruno Henrique a missão pode ser executada com bastante competência. O volante, que chegou ao Corinthians no começo de 2014 após boa passagem pela Portuguesa, parece ter encontrado uma estabilidade técnica considerável no 4-1-4-1 de Tite.

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E para isso, está ocupando o lugar de Ralf, jogador muito querido pela torcida alvinegra, especialmente por sua participação fundamental nos títulos recentes, exercendo o papel de um meia de contenção incansável e muito regular, especialista em desarmar as jogadas dos adversários.

Bruno foi titular em sete das nove vitórias corintianas no Brasileirão. Esteve presente desde o início nas últimas seis partidas em que o time obteve a impressionante marca de cinco vitórias e um empate – série que levou o Timão ao segundo lugar da tabela. Não é necessário cair no exagero de dizer que se trata de um craque sem igual nem de afirmar com cegas convicções que Ralf não presta mais. Basta notar que o jogador funciona melhor no atual esquema do Corinthians que o antigo dono da posição.

Isto acontece porque Bruno Henrique passa melhor a bola e tem melhor movimentação que Ralf. Essas características são essenciais para o “1” defensivo no esquema que Tite implantou em seu retorno. Embora o camisa 5 execute com precisão as funções defensivas de cabeceio, marcação e roubada de bola, Bruno, que também defende com qualidade, ainda auxilia as tramas ofensivas do meio-campo, principal arma corintiiana no campeonato até agora, seja com passes longos para contra-ataques, seja com arremates de longa distância.

O início das jogadas passa pelos seus pés, geralmente buscando Elias para uma saída em velocidade, ou Jadson e Renato Augusto para melhor trabalharem a bola no campo ofensivo.

É natural que a grande maioria dos jogadores oscilem tecnicamente durante um campeonato tão longo quanto o Brasileiro.Também cabe notar que o conceito de time titular fica cada vez mais remoto, devido ao calendário atribulado do futebol brasileiro e a constante necessidade de trocar jogadores, seja por lesão, suspensão ou até mesmo as temidas transferências.

Porém, é certo dizer que a ascensão do Corinthians, aliada a alguns outros fatores, está relacionada ao bom momento de Bruno Henrique e com a oportunidade de contar com um “reserva” de luxo como Ralf.

Foto: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians



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