Briga de Prass com Ricardo Oliveira tem troca de acusações e até pisão na zona mista

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O Palmeiras conquistou uma importante vitória no último domingo contra o Santos que deixa o time muito próximo de entrar no G-4 do Campeonato Brasileiro. Para completar, a equipe não sabe o que é perder há seis partidas e mais uma vez cumpriu à risca o dever no Allianz Parque. Só que nem tudo foi motivo de alegria para os anfitriões. O goleiro Fernando Prass saiu de campo bastante contrariado após um entrevero com o atacante Ricardo Oliveira no segundo tempo.

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O Verdão vencia por 1 a 0 quando o Peixe teve um escanteio. Prass tentou retardar ao máximo a reposição da bola e Ricardo ficou irritado, dando uma trombada no goleiro para apanhar a bola rapidamente. Daí começou a confusão. Os dois atletas mais experientes do clássico discutiram bastante no lance e a troca de farpas prosseguiu depois do apito final.

O primeiro a dar sua versão do caso foi Prass, que disse ter sido agredido pelo santista. “Eu sou um cara muito tranquilo, para me tirar do sério é difícil. Catimba, jogo de corpo, uma chegada mais forte, faz parte do jogo. Um soco sem bola não faz parte, isso não é de um jogador profissional. Num lance em que eu me antecipei e tirei a bola, ele passou por mim e me deu um soco nas costas. As imagens com certeza estão aí. Espero que analisem essas imagens“, disse o camisa 1 do Palmeiras.

Logo depois, Ricardo Oliveira se defendeu acusando Prass de uma disputa desleal. “Eu disputo uma bola com ele e nem toco nele. E ele solta o braço em mim por trás. Estava sem bola. Na sequência eu trombei mesmo. São disputas do jogo que precisamos fazer uma avaliação. Ele faz uma acusação, mas não procede, porque ele deu em mim sem bola primeiro. Falei que se ele quisesse disputar um jogo normal íamos disputar um jogo normal. Só que dentro do campo temos de nos respeitar. Ele não me respeitou. Devolvi sem soco, ele reclamou“, reclamou o camisa 9 do Peixe.

Reveja o lance:

Se acha que a troca de acusações parou por aí, se engana. Na zona mista, Prass e Ricardo Oliveira ficaram lado a lado, separados por poucos metros, e continuaram se defendendo do ocorrido no campo. Primeiro o santista acusou o rival de ter dado um pisão quando falava com a imprensa. “Eu tive um livramento, então, senão poderia ir para o hospital. Ainda bem. Graças a Deus vou poder chegar em casa. Foi um pisão, ele não viu, acho que não está enxergando direito. Faz parte“, ironizou o atacante.

Acho que ele quis ser mais homem, quis demonstrar isso. Mas ele não vai ser. Meu jogo é 100%. Vou brigar com o zagueiro, vou empurrar, eles vão me empurrar, vou brigar, pedir falta. A minha camisa eu vou defender com muita hombridade. Ele (Prass) foi desleal e dei um chega pra lá para falar que na bola a gente joga“, completou Oliveira.

Já o goleiro palmeirense não queria papo com o atacante do Santos. Perguntado se cumprimentaria o desafeto para encerrar o mal-entendido, Prass foi direto: “Eu não tenho motivo nenhum para cumprimentar. Não tem essa de nervoso. Foi uma agressão sem bola, isso é desleal“.

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Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.